Marisa ficou tão surpresa com a atitude de Giovana que cobriu a boca, sem esperar que ela o chutasse de verdade.
Fez sinal com a mão rapidamente para Giovana.
— Esse é o Sr. Diego, ajuda ele a levantar.
Giovana olhou para Marisa e depois para o homem esparramado.
— Você conhece esse cara?
Marisa respondeu: — É amigo do Lorenzo.
A feição que já não era das melhores no rosto de Giovana despencou ainda mais ao ouvir que ele era amigo de Lorenzo.
— Amigo, é? Achei que fosse um ladrão. Todo suspeito, escutando a conversa na porta.
Cada palavra que ela saía da boca estava carregada de má vontade.
Desde o acidente de Marisa, ela tinha ficado paranoica com tudo ao redor.
Mantinha-se atenta a qualquer pessoa que agisse de forma estranha.
Giovana nem pensou em ajudá-lo. Apenas deu a volta nele e colocou as coisas que segurava em cima da mesa.
Ao ver o Dr. Arthur por ali, ela deu um sorriso e acenou para ele.
— Tudo bom, Dr. Arthur?
A mudança de humor dela era de deixar qualquer um sem reação.
Diego olhou para Giovana com a testa franzida.
Nossa, que mulher muda de personalidade dependendo de quem está por perto.
Ele se levantou e olhou para o quarto da frente.
A porta já estava fechada.
Ele trincou os dentes: "Lorenzo, você me paga!"
— Sr. Diego, e então...
Diego se virou para Marisa, dando um sorriso amarelo.
— Fiquei sabendo que você se machucou, então vim te visitar.
Marisa assentiu e fez sinal para que ele se sentasse.
Diego não fez cerimônia e sentou de frente para o Dr. Arthur.
— E aí, Marisa. Como você tá se sentindo?
"E aí, Sra. Valli..." As palavras saíram pesadas, como se ele quisesse demarcar território.
Marisa respondeu com educação: — Não foi nada de grave. Obrigada pela preocupação, Sr. Diego.

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