A cura de sua família era a prioridade de Nina. Mas a dor que ela testemunhou, a crueldade que ela sofreu, a deixaram com uma cicatriz. E com uma missão.
Ela se encontrou com Guilherme Queiroz no escritório principal das empresas Queiroz.
— Eu quero começar uma fundação. — ela disse, a determinação em seus olhos era inconfundível.
— Uma ótima ideia. Filantropia é uma tradição em nossa família. Em que área você está pensando? Pesquisa médica? Educação?
— Violência doméstica. E abuso psicológico. — respondeu Nina, a voz firme.
Guilherme a olhou, entendendo a profundidade por trás de sua escolha.
— Eu quero criar um lugar seguro para mulheres que estão presas, como eu estive. — ela continuou, a paixão em sua voz. — Um lugar que ofereça não apenas abrigo, mas apoio legal, terapia, treinamento profissional. Quero dar a elas as ferramentas para que possam se reerguer.

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