— Eu acho que a senhora está confundindo as coisas.
A voz de Guilherme Queiroz era calma, mas o gelo em seu tom silenciou Júlia instantaneamente.
Ele se colocou entre as duas mulheres e Clara, um protetor silencioso.
— A Clara não é a cuidadora da minha mãe. Ela é uma amiga da família. E eu não aprecio o tom que você está usando com ela.
— E quem é você para me dizer como falar? — Júlia retrucou, embora com menos confiança.
— Alguém que valoriza a boa educação. Algo que, aparentemente, está em falta na sua família. — a resposta de Guilherme foi um insulto perfeitamente polido.
Heloísa, a mãe de Júlia, deu um passo à frente.

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