O poder de Isabela no hospital havia evaporado, mas ela ainda tinha uma arma: a culpa de Arthur.
Ela apareceu na mansão Montenegro, sem ser convidada, com Enzo a tiracolo. O menino estava com um pequeno curativo no joelho.
— Ele caiu no parquinho. — ela disse a Arthur, a voz trêmula. — Eu não sabia o que fazer.
Júlia, que estava visitando, revirou os olhos.
— Ah, pelo amor de Deus, Isa. Foi só um arranhão. Lembro de você me dizendo ao telefone como era fácil fazer um machucado parecer pior do que era para chamar a atenção.
A indiscrição de Júlia fez Isabela empalidecer. Arthur, que ouviu o comentário, olhou para Isabela com uma nova e profunda suspeita. A história do afogamento no lago voltou à sua mente.

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