Clara esperou a tempestade. Esperou a ligação furiosa de Arthur, as acusações, as ameaças.
Mas a ligação não veio.
Em vez disso, ele apareceu em seu apartamento no final da tarde. Ele não parecia com raiva. Parecia... cansado.
— Eu vi as notícias. — ele disse, sentando-se no sofá, a uma distância segura.
— Não é o que parece. — ela começou, a defesa automática.
— Eu sei. — ele a interrompeu.
Clara o encarou, chocada. — Você... acredita em mim?
— Eu mandei minha equipe de segurança puxar as câmeras de segurança da rua. — ele explicou, a voz monótona. — Eu vi a motocicleta. Foi uma armação.
O alívio de Clara foi tão grande que ela teve que se sentar.
— Já cuidei disso. — ele continuou. — O tópico foi removido de todos os principais sites. Meus advogados estão enviando notificações de "cessar e desistir" para qualquer um que tentar republicar. Amanhã, ninguém mais se lembrará disso.

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