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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 766

Reed registrou a informação.

— A senhora permaneceu hospitalizada?

— Fiquei sob cuidados médicos por algumas horas. Quando acordei, já estava em um quarto.

— Temos como obter os registros desse atendimento?

— Acredito que sim.

Alex interveio.

— Podemos identificar a unidade hospitalar e providenciar a autorização necessária para solicitar os prontuários. André também poderá confirmar em que condições encontrou Olívia e o que aconteceu durante o socorro.

Reed assentiu.

— O relato dele e os registros hospitalares poderão ajudar a estabelecer a sequência dos acontecimentos. Evidentemente, não substituem a apuração da conversa que a senhora afirma ter ouvido na agência.

— Eu compreendo — Olívia respondeu.

— Seu marido estava com a senhora naquele dia? — Collins perguntou.

— Não. Liam estava em Nova York. Ele tentou falar comigo várias vezes, mas eu não atendia. Quando soube que meus seguranças haviam me perdido de vista, começou a me procurar.

— Ele foi até o hospital?

— Foi. Quando acordei, ele já estava lá.

— A senhora contou imediatamente o que havia descoberto?

— Não exatamente. André ainda estava no quarto quando acordei. Depois que ele foi embora e ficamos sozinhos, conversei com Liam.

Reed apoiou a caneta sobre o bloco.

— O que a senhora disse ao seu marido?

Olívia passou o polegar pela aliança.

— Perguntei por que ele não havia me contado a verdade desde o início. Por que tinha permitido que eu continuasse acreditando que era culpado.

— E o que ele respondeu?

— Disse que queria me proteger. Que, naquela época, eu estava com tanta raiva dele que talvez não acreditasse no que tinha para contar, ou não suportasse descobrir a verdade daquela maneira. Liam preferiu suportar minhas acusações porque acreditava que estava me poupando de uma dor ainda maior.

— A senhora considera que ele já conhecia todos os detalhes da armação?

— Não. Ele sabia de algumas coisas e desconfiava de outras. A dimensão do que Peter havia feito foi sendo esclarecida ao longo do tempo.

Collins observou-a por um instante.

— E como terminou aquela conversa no hospital?

Um sorriso discreto surgiu nos lábios de Olívia.

— Eu pedi perdão ao Liam. Estava arrasada por ter acusado o homem que me amava de algo que ele não havia feito intencionalmente. E ele me abraçou, me consolou e disse que nós já tínhamos nos perdoado.

Ela respirou fundo.

— Liam não usou minha descoberta para me humilhar. Não jogou minhas acusações na minha cara. Ele só queria que eu ficasse bem.

Reed aguardou alguns segundos antes de retomar o assunto principal.

— Senhora Holt, gostaria de voltar à noite do hotel. Ontem, durante a entrevista do seu marido, tivemos acesso aos registros que indicam uma troca de cartões entre as suítes 1240 e 1204. Também examinamos imagens de Peter Salvatore conduzindo a senhora até o quarto. Gostaria de saber o que consegue recordar daquele momento.

— Lembro que Peter me levou até a suíte. Eu estava passando mal, confusa, e confiava nele. Não sabia que havia ocorrido qualquer troca de cartões.

— A senhora percebeu alguma coisa que indicasse que aquele quarto não era o que Peter havia reservado?

— Não. Acreditei que estávamos entrando na suíte onde passaríamos a noite.

Collins consultou suas anotações.

— As imagens mostram que Peter deixou o quarto antes da chegada do senhor Holt. A senhora se recorda de ele ter saído?

— Lembro de alguns momentos, mas não consigo reconstruir tudo com precisão. Sei que fiquei esperando Peter voltar.

— A senhora chegou a perceber que estava sozinha em uma suíte que pertencia a outro hóspede?

— Não, detetive. Eu não tinha motivos para desconfiar de Peter. Estava esperando meu namorado.

Reed assentiu.

— Isso esclarece o que a senhora sabia naquele momento.

Collins voltou-se para Olívia.

— Seu marido declarou que havia contratado uma acompanhante e que entrou na suíte acreditando que encontraria essa mulher. A senhora tinha conhecimento disso naquela noite?

— Não.

— Quando ele entrou no quarto, quem a senhora acreditava que fosse?

— Peter.

A resposta veio sem hesitação.

— O quarto estava escuro. Eu estava dormindo quando Liam entrou na suíte. Foi ele quem me acordou, mas, naquele momento, acreditei que fosse Peter. Eu não sabia que havia sido dopada e muito menos que meu namorado tinha me deixado no quarto de outro homem. Para mim, era Peter quem estava ali.

— A senhora reconheceu Liam em algum momento?

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