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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 771

Uma semana havia se passado.

Bárbara entrou na cobertura arrastando a mala de viagem, visivelmente cansada. Mal havia fechado a porta quando Maria surgiu no corredor, enxugando as mãos em um pano de prato.

— Senhorita Bárbara! — A empregada aproximou-se com um sorriso acolhedor, pegando a mala que ela carregava. — Que bom que voltou! Como foi a viagem?

— Cansativa, Maria. Muito cansativa. — Bárbara deixou a bolsa sobre o aparador e retirou os óculos escuros, massageando a região entre as sobrancelhas. — Tudo o que eu quero agora é um banho e a minha cama.

Maria examinou discretamente o rosto da patroa.

— E falou com ele?

Bárbara nem precisou perguntar a quem se referia. Desviou os olhos enquanto tirava o casaco.

— Não.

— Nem uma ligação?

— Não, Maria.

— E vai deixar aquele homem escapar assim, minha menina? — A empregada acompanhou-a até a sala, observando-a sentar-se no sofá. — O senhor Victor gosta de você de verdade. É um homem de família, respeitoso, trabalhador. Com ele, você pode construir uma família bonita.

Bárbara soltou um suspiro, deixando a cabeça repousar contra o encosto.

— Eu sei, Maria. Não vou dizer que amo o Victor, porque ainda é cedo para isso. Mas gosto dele. Gosto de verdade. — Um sorriso triste surgiu em seus lábios. — Gosto daquele Meninão até mais do que gostaria de admitir. E estou morrendo de saudades.

— Então por que está fugindo dele?

— Porque ele merece alguém melhor. — Bárbara abaixou os olhos para as próprias mãos. — Alguém sem tantos problemas, Maria. Uma mulher que seja motivo de orgulho para ele, não de vergonha. Alguém que não carregue um passado como o meu.

— Senhorita Bárbara...

— E, principalmente, alguém que possa dar filhos a ele. — Sua voz perdeu um pouco da firmeza. — Victor é muito ligado à família. Você precisava ouvir a maneira como fala dos pais, da irmã, da sobrinha... Ele nasceu para ser pai, Maria. Eu consigo imaginar aquele homem segurando um bebê nos braços, todo bobo.

Maria se acomodou na poltrona próxima.

— Mas você também pode ser mãe, minha menina.

Bárbara soltou uma risada sem alegria.

— Não da forma convencional. Você sabe que minhas trompas são obstruídas. Se eu quiser engravidar, provavelmente vou precisar de uma fertilização in vitro. E nem assim existe garantia de que vai dar certo. Posso passar por várias tentativas e não conseguir.

— Mas isso não significa que você nunca terá um filho.

— Eu sei. Só que também não significa que vou conseguir. — Bárbara passou a mão pelos cabelos, desviando o olhar. — E não quero que Victor descubra daqui a alguns anos que poderia ter construído uma família com outra mulher, enquanto comigo precisou enfrentar tratamentos, frustrações e talvez uma espera sem resultado.

Ela respirou fundo, mas a voz saiu mais baixa quando voltou a falar.

— Sabe o que mais me assusta, Maria? Imaginar o Victor segurando o filho de outra pessoa nos braços, todo encantado, e eu me perguntando se ele não estaria vivendo aquilo se tivesse escolhido outra mulher. — Seus olhos ficaram marejados. — Eu não quero ser a razão de ele abrir mão de um sonho tão bonito.

— Mas quem disse que ele precisaria abrir mão de alguma coisa, minha menina? — Maria perguntou, inclinando-se na direção dela. — Existem tratamentos, possibilidades... E, acima de tudo, existe a vontade dele. Você já conversou com o senhor Victor sobre isso?

— Não. — Bárbara baixou a cabeça. — Não tive coragem.

— Então está decidindo por ele, senhorita Bárbara. — A empregada falou com delicadeza. — O senhor Victor é um homem adulto. Tem o direito de saber e de escolher o que deseja para a própria vida. A senhora não pode decidir sozinha que ele seria mais feliz com outra mulher.

Bárbara apertou os lábios.

— Talvez eu esteja tentando poupá-lo.

— Ou talvez esteja tentando se poupar do medo de ser amada de verdade.

Bárbara ergueu os olhos para ela.

— Nossa, Maria! Hoje você resolveu acabar comigo?

A empregada sorriu com ternura.

— Não, minha menina. Só não gosto de ver você afastando uma pessoa que lhe faz bem porque acredita que não merece ser feliz.

Bárbara estava prestes a responder quando o telefone interno da cobertura tocou.

Maria se levantou.

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