No carro, Lucian e Daphne haviam acabado de se acomodar quando o motorista, usando luvas brancas, virou-se para Lucian com uma expressão um tanto desconfortável.
— Senhor, se não vamos para a empresa, vou seguir pela Avenida Liroa.
— Hmm. — Lucian respondeu com um som breve, mantendo os olhos fechados e a postura relaxada.
Daphne, ao notar que o motorista não era o habitual, ficou curiosa e perguntou:
— Por que mudaram o motorista? Ele nem conhece bem o caminho.
Lucian, sem abrir os olhos, respondeu com a voz fria:
— Caminho se aprende. Já quem não sabe a diferença entre um empregado e seu patrão, não tem por que continuar trabalhando.
O rosto de Daphne congelou por um instante, e suas unhas recém-feitas afundaram no couro do assento. Ainda assim, ela manteve um sorriso impecável no rosto.
— Sim.
Depois disso, nenhum dos dois disse mais nada.
Quando chegaram à casa de Daphne, ela nem sequer tentou reter Lucian. Disse um “até logo” apressado e praticamente correu para sair do carro, como se estivesse fugindo.
Lucian também não perdeu tempo. Assim que ela desceu, ele deu ordem para o motorista seguir e partiu.
Daphne entrou em casa sentindo-se estranhamente sufocada. Talvez fosse o peso da tensão acumulada, mas todo o seu corpo parecia fraco. Seu estômago revirava de tal forma que ela empurrou a empregada que havia se aproximado para ajudá-la com a barra do vestido e correu para o banheiro.
— Ugh... Ugh... — Ela começou a vomitar violentamente.
Nesse momento, o carro de Nina estacionou na porta da casa. Assim que desceu, uma das empregadas correu até ela, preocupada.
— Senhora, a Srta. Daphne parece ter comido algo estragado. Ela está no banheiro, vomitando sem parar.
— Vou dar uma olhada. — Nina respondeu, enquanto caminhava na direção do banheiro. — Prepare um café forte para ela, deve ser ressaca.
Nina assumiu que Daphne havia exagerado na bebida durante a festa.
Ao se aproximar do banheiro, Nina ouviu os sons de Daphne vomitando e parou abruptamente, franzindo a testa.
— O que está acontecendo? — Nina perguntou, batendo na porta.
— Não é nada. — Daphne respondeu, ligando a torneira para lavar a boca e o rosto.
No reflexo do espelho, Nina sorria de forma quase exagerada.
— Daphne, você está grávida, não está?
A mão de Daphne parou no ar, e todas as cores desapareceram de seu rosto.
Nina, por outro lado, parecia radiante. Ela bateu palmas animada.

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