— Falando nisso, a própria Valentina também foi a principal culpada por levar a mãe à loucura.
— Mãe, eu prometo que não vou afetar a parceria com os Bittencourt. Voltei um pouco cansada hoje, quero ir descansar primeiro.
— Tudo bem, tudo bem...
A Sra. Cavalcanti viu o cansaço no rosto da filha, parou de falar e apenas a apressou para subir e descansar.
Valentina voltou para o quarto, arrumou a bagagem, lavou-se e deitou-se na cama para descansar.
Uma noite sem sonhos.
No dia seguinte, depois de acordar e se lavar, ela foi procurar Leonardo.
Quando Leonardo voltou na noite anterior, ela já estava deitada, então os irmãos não tiveram tempo de conversar. Quando Valentina foi procurá-lo, Leonardo tinha acabado de acordar e ainda estava no quarto, amarrando a gravata.
Vendo-o segurar o celular com uma mão para ler e lutando para amarrar a gravata com a outra, Valentina encostou-se no batente da porta por um momento, entrou e disse: — Leo, deixa que eu te ajudo.
Os olhos de Leonardo brilharam ao ouvir isso. Ele sorriu ao ver a irmã que não via há um bom tempo. — Tá bom, vem cá.
— Você também deveria ir aprendendo. No futuro...
Antes que ele terminasse de falar, Valentina já havia arrumado a gravata dele num instante.
— Você sabe dar nó em gravata de homem? — Leonardo ficou surpreso.
Valentina já estava acostumada há muito tempo.
Em sua vida passada, ela adorava amarrar a gravata de Henrique, passar seus ternos, pegar suas roupas limpas... fazer tudo o que uma boa esposa deveria fazer, só que Henrique geralmente não apreciava.
Valentina deu um tapinha no ombro largo de Leonardo: — É parecido com amarrar um lenço no pescoço...
Leonardo sorriu.
— Nesses meses que estive fora do país, como as coisas estão entre você e a Isadora? — Valentina perguntou, lembrando-se de ter encontrado Isadora ontem.
— Estão bem.
Valentina: — O que você acha dela?

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