Henrique Bittencourt foi chamado por Dona Adelaide para jantar, passando pela porta ao cair da tarde, vestindo um terno escuro de corte preciso, com a habitual frieza indiferente nos olhos, e assim que entrou na sala de jantar, viu Isabel Fontoura.
Hoje Heloísa Bittencourt também estava lá, erguendo os olhos e acenando com um sorriso: — Henrique voltou, sente-se logo, estávamos esperando você para servir a comida.
Isabel virou o rosto ao ouvir a voz, vestindo um conjunto recatado de saia, com os cabelos docilmente presos atrás da orelha, e um sorriso educado nos lábios, cumprimentando suavemente: — Henrique.
Henrique assentiu. O olhar passou por ela, sem expressão extra.
Dona Adelaide estava sentada na cabeceira. — Sente-se para comer, Isabel, ele é assim mesmo, não se importe.
Henrique puxou a cadeira e sentou-se, suas mãos de nós bem definidos desabotoando casualmente os botões dos punhos do terno.
Hoje o Ministro Bittencourt não estava, e Dona Adelaide tentava juntá-los de propósito, servindo comida sem parar na tigela de Isabel e conversando sobre o dia a dia.
Isabel respondia com naturalidade, lançando olhares discretos de vez em quando para o homem ao seu lado, com uma expectativa imperceptível nos olhos.
Henrique estava em silêncio, até que Dona Adelaide mencionou o casamento da irmã de Isabel, momento em que ele pareceu se interessar, fazendo algumas perguntas na conversa com ela.
Heloísa olhou para Henrique nesse momento, sem saber o que estava dando no sobrinho, que nem sequer tinha a própria vida resolvida, mas estava arranjando alguém para o enteado dela.
No segundo seguinte, Henrique também olhou. — Tia, a Sophia está em casa?
Heloísa se assustou um pouco. — Está, precisa de algo?
— Vou ligar para ela mais tarde.
Após o jantar, Henrique saiu de carro primeiro. Ele parou o veículo em um trecho tranquilo e fez uma ligação. O telefone tocou por dois ou três segundos e foi rapidamente atendido.
Do outro lado da linha, veio a voz hesitante de Sophia Bittencourt: — P-Primo? Por que me ligou de repente?
Sem nenhuma emoção, Henrique foi direto ao ponto: — Fale sobre aquela vez que a Valentina Cavalcanti ajudou você, detalhe tudo, e não esconda nenhuma palavra.
Seu tom carregava uma opressão inata, a pressão calma e autoritária de quem está acostumado a ter o poder nas mãos. Não era um interrogatório, mas ninguém ousaria dar desculpas.
O coração de Sophia apertou levemente, e no mesmo instante ela não ousou enrolar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida Para a Vingança: O Magnata Vai Rastejar
Esse Ricardo é um pé no saco 🙄🙄...
Não aguento essas histórias de falso salvador. Espero que ela não fique com esse Henrique no final....