A partida de seu pai havia sido um grande choque.
Nessa noite tão escura, sentia ainda mais falta daquele homem que costumava protegê-la do vento e da chuva, abraçando toda a família debaixo de suas asas.
A dor na escuridão pesava tanto que a fazia perder a respiração.
Nesse exato momento —
Houve um barulho de algo encostando na porta de seu quarto.
Valentina travou completamente.
Parecia que outra pessoa da casa ainda estava acordada.
Valentina correu descalça para a porta, tremendo, e abriu —
Era Helena, com o rosto pálido como um papel.
— Mãe?
Com os olhos vazios, Helena caiu de repente no chão!
— Mãe! — Valentina gritou, esticando as mãos para segurar o corpo fraco de sua mãe e, ao mesmo tempo, caindo de joelhos sob o peso dela.
Um medo repentino a dominou.
Valentina gritou alto, e sem ligar para as lágrimas em seus olhos, gritou em desespero:
— Leo! Leo! Alguém me ajude!
— Hugo! Dona Wu!!
Seus gritos romperam o silêncio de toda a casa.
Passos rápidos se aproximaram da escada e Leonardo desceu às pressas. Os empregados da casa também foram acordados e as luzes se acenderam uma a uma.
No meio daquela confusão, Leonardo pegou Helena nos braços e correu em direção à porta. Isadora retornou ao quarto, pegou o cachecol e o enrolou no pescoço da sogra desmaiada.
Valentina estava com muito frio; ela seguiu o irmão e a cunhada até o carro, e os acompanhou na viagem durante a madrugada ao hospital.
No hospital.
Após o médico examinar Helena, ele disse à família: — Parece que ela não dormiu bem ultimamente, e apenas desmaiou devido à pressão baixa.

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