Dona Adelaide pausou por um instante, parecendo medir as palavras, sem conseguir evitar dizer.
— Seu pai faleceu de repente, não tivemos tempo de processar. Sei que você e ele eram muito próximos e deve estar muito triste. Resolvi te ligar para saber se você está bem.
Valentina ouviu e disse com bastante calma: — Dona Adelaide, estou bem agora.
— Valentina, e a sua mãe?
— Minha mãe... — Valentina fez uma pausa ao falar sobre a mãe. — Ela também está bem.
Dona Adelaide sabia que ela não estava dizendo a verdade e suspirou de leve. — Valentina, você tem um tempo livre? Queria passear com você e sua mãe. Podemos comer e andar por aí... Não guarde tudo para você mesma.
— Tenho trabalho a fazer. — Enquanto Valentina falava, a porta abriu-se e Renata entrou pedindo que ela assinasse documentos. A conversa entre as duas chegou aos ouvidos de Dona Adelaide através do telefone.
Foi quando Dona Adelaide percebeu que Valentina estava mesmo ocupada.
Não era apenas uma desculpa.
Mas isso também mostrava que o ocorrido com Alberto não a afetara.
Dona Adelaide sentiu no mesmo instante que essa filha não tinha coração!
Seu pai, que havia sido tão bom com ela, faleceu e ela ainda tinha disposição para trabalhar.
— Valentina, que bom que você está bem! Vamos marcar outra hora, pode ir trabalhar.
Dona Adelaide não disse mais nada e desligou.
Valentina esperou que o outro lado desligasse para encerrar a chamada...
Enquanto Dona Adelaide falava ao telefone, Henrique e o Ministro Bittencourt estavam presentes e ouviram a conversa.
Após desligar, Dona Adelaide suspirou e disse: — Alberto era tão bom com essa filha, e a Valentina até... Mal o pai foi enterrado e ela já se recuperou e foi trabalhar. Que menina fria.

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