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Renascida em Chamas: O Adeus de Serena Alves romance Capítulo 457

O movimento de Roberto Serra parou, e seu rosto se fechou.

— Murilo Vieira, o que você quer?

— Nada demais. — Murilo Vieira pousou o copo de água e sorriu.

— Eu só quero lembrar a todos que, o que o Grupo Serra mais precisa agora, é restaurar sua imagem perante as autoridades.

Se não fosse por isso, Gabriel Serra não teria sido destituído por ter garantido a fiança de Vera Barbosa.

— Todos nós sabemos disso, não precisamos que você nos lembre. — Roberto Serra o encarou, insatisfeito.

— Ah, é? — Murilo Vieira ergueu uma sobrancelha, olhando para Roberto Serra. — Então, por favor, nos diga como você pretende restaurar a imagem do Grupo Serra.

— C-claro que é obtendo resultados... — Roberto Serra não havia pensado nisso e não conseguiu responder.

Ele se virou para Murilo Vieira, irritado.

— Por acaso você tem um plano?

— Claro. — Murilo Vieira assentiu. — Eu posso garantir que o Grupo Serra continue participando do desenvolvimento cooperativo do projeto SelvaTech.

— O SelvaTech foi um projeto proposto pelos militares e será usado principalmente em operações militares. Com o respaldo do exército, ninguém pensará que o Grupo Serra tem algum problema.

— O dano que as ações individuais de Gabriel Serra causaram ao Grupo Serra naturalmente desaparecerá.

Ao ouvir isso, um murmúrio percorreu a sala de reuniões, e os presentes começaram a se entreolhar e a cochichar.

O rosto de Roberto Serra ficou sombrio.

Ele havia se esquecido de que a razão pela qual os velhos teimosos do conselho haviam nomeado Murilo Vieira era porque ele era um dos responsáveis pelo desenvolvimento do SelvaTech!

Ele estava prestes a contestar, quando ouviu Murilo Vieira continuar:

— Além disso, embora eu tenha o sobrenome da minha mãe e não tenha crescido com o avô, e não seja muito experiente na gestão da empresa...

— ...ainda temos todos os tios e senhores aqui para ajudar, não é?

Ao ouvir isso, os olhos dos presentes brilharam novamente, especialmente os do Diretor Souza e do Diretor Silva, que mal conseguiam conter a empolgação.

— De qualquer forma, é melhor do que entregar o Grupo Serra a alguém que só pensa em si mesmo, não é?

Ao ouvir as palavras de Murilo Vieira, o rosto de Roberto Serra se fechou.

— Murilo Vieira, o que você quer dizer com isso?

— Exatamente o que parece. — Murilo Vieira fez um sinal para Simon Silva, que imediatamente deu um passo à frente, colocou um arquivo sobre a mesa e o empurrou para os acionistas.

— Senhores acionistas, estas são as provas de que Roberto Serra, ao longo dos anos, desviou fundos da empresa, conspirou com forças externas e prejudicou os interesses da empresa. Por favor, examinem.

Os acionistas pegaram os documentos e começaram a lê-los com atenção.

Suas expressões gradualmente se tornaram sérias, e alguns até mostraram raiva.

— Roberto Serra, isso é verdade? Você desviou fundos da empresa para especular no mercado de futuros e ainda perdeu tanto dinheiro?

O rosto de Roberto Serra estava lívido.

Ele bateu na mesa com força, fazendo os papéis tremerem.

— Que absurdo! Murilo Vieira, você forjou essas provas para me caluniar!

Ele tentou pegar o arquivo, mas foi impedido por Simon Silva.

— Diretor Serra, todas essas provas são corroboradas por extratos bancários, registros de transferência e depoimentos de testemunhas. Não são forjadas.

O Diretor Souza pegou o arquivo e apontou para um registro de transferência.

Murilo Vieira guardou o gravador, seu tom gélido.

— Se é falso ou não, a polícia pode investigar. Simon Silva, você já entregou as provas à Divisão de Crimes Econômicos?

— Sim, chefe. Já foram entregues. A polícia já abriu uma investigação e enviou agentes para revistar o escritório do Diretor Serra em busca de mais provas. — Simon Silva respondeu com seriedade.

As pernas de Roberto Serra fraquejaram, e ele quase desabou no chão, sendo amparado por um de seus confidentes.

Ele olhou para Murilo Vieira, com os olhos cheios de ódio.

— Murilo Vieira, você é implacável!

— Implacável? — Murilo Vieira se levantou, olhando-o de cima. — Comparado ao que você fez para se aproveitar da desgraça da família Alves, o que é isso?

Nesse momento, a porta da sala de reuniões se abriu e vários policiais entraram, liderados por Endrick Castro.

— Roberto Serra, você é suspeito de desvio de fundos, vazamento de segredos comerciais e suborno. Por favor, nos acompanhe. — Endrick Castro mostrou o mandado de prisão, seu tom sério.

Os aliados de Roberto Serra tentaram impedir, mas foram empurrados pelos policiais.

— Não! Eu não posso ir com vocês! Eu sou o herdeiro do Grupo Serra, eu ainda não me tornei presidente! — Roberto Serra se debateu, mas foi firmemente contido pelos policiais e algemado.

— Levem-no. — Ordenou Endrick Castro.

Os policiais o arrastaram para fora.

Enquanto se debatia, Roberto Serra gritava:

— Murilo Vieira, eu não vou te perdoar! Gabriel Serra também não vai te perdoar!

Sua voz foi se distanciando, até desaparecer no corredor.

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