— Além disso, é melhor você resolver os problemas internos da InovaBr Tech o mais rápido possível. Especialmente a bagunça deixada por João Alves e os parasitas dentro da empresa. Não deixe que isso afete o andamento do projeto.
— Se o projeto tiver problemas por causa da InovaBr Tech, eu encerrarei a parceria imediatamente e responsabilizarei a InovaBr Tech por quebra de contrato.
Seu tom era frio, com uma pitada de aviso, sem qualquer sentimentalismo.
Henrique Serena assentiu rapidamente.
— Eu sei. Vou resolver os assuntos internos da empresa o mais rápido possível. O projeto não será afetado, pode ficar tranquila.
Serena Alves olhou para sua expressão de alívio e sorriu levemente.
A razão pela qual ela estava disposta a ajudar o Grupo Alves, além de não querer que Roberto Serra se desse bem, era em parte por causa de sua mãe, Maia Domingos.
A InovaBr Tech foi construída por sua mãe junto com João Alves.
Continha o suor e as memórias dela.
Ela não queria que o esforço de sua mãe fosse destruído pela manipulação de Roberto Serra, nem que o trabalho de uma vida inteira fosse em vão.
— E o acordo de transferência de ações? — Serena Alves mudou de assunto.
Henrique Serena rapidamente pegou o acordo de transferência de ações, já preparado, de uma gaveta e o entregou a Serena Alves.
— Está tudo aqui. Dê uma olhada. Se não houver problemas, é só assinar aqui.
Serena Alves pegou o acordo e o examinou cuidadosamente.
O documento afirmava claramente que João Alves transferia quinze por cento de suas ações da InovaBr Tech para Serena Alves.
Tudo estava em ordem, com cláusulas claras e sem armadilhas.
Ela leu rapidamente, confirmou que não havia problemas, pegou uma caneta e assinou seu nome no acordo, com uma caligrafia firme e elegante.
Depois de assinar, Serena Alves guardou uma cópia do acordo em sua bolsa.
A porta se fechou lentamente, isolando-os dos olhares curiosos de fora.
Murilo Vieira virou-se para Serena Alves, com os olhos cheios de ternura.
— Assunto resolvido. Agora, vamos comer comida japonesa?
Serena Alves olhou para ele, um leve sorriso em seus lábios, seus olhos brilhando com um calor genuíno.
— Vamos.
Assim que a porta do elevador se abriu, o celular de Murilo Vieira tocou.
Murilo Vieira olhou para o aparelho.
Era Sebastião Rocha.
— Chefe, acabei de receber a notícia de que há movimentação no conselho do Grupo Serra. Roberto Serra está convocando uma reunião de emergência com os acionistas. Parece que ele quer aproveitar que você ainda não saiu do hospital para eleger o novo presidente o mais rápido possível.

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