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Renascida em Chamas: O Adeus de Serena Alves romance Capítulo 442

O cais estava movimentado, com a maioria das pessoas sendo trabalhadores que carregavam mercadorias, e nada parecia fora do comum.

Marcos Pacheco suspirou aliviado e apressou o passo em direção ao armazém de número 3.

A grande porta do armazém estava fechada.

Marcos Pacheco parou diante dela, tirou do bolso uma chave enferrujada, inseriu-a na fechadura e a girou suavemente.

Com um "clique", a fechadura se abriu.

Ele empurrou a porta, entrou rapidamente e a fechou com a mesma velocidade.

O interior do armazém estava mergulhado na escuridão, impregnado por um cheiro úmido de mofo.

Com a familiaridade de quem conhecia o lugar, Marcos Pacheco tateou o caminho até um canto da parede e pressionou um interruptor oculto.

Uma luz fraca se acendeu instantaneamente, iluminando a cena dentro do armazém.

O lugar era vasto, cheio de caixotes de madeira abandonados e objetos diversos, tudo em completa desordem.

Sem hesitar, Marcos Pacheco caminhou diretamente para um grande caixote de madeira no fundo do armazém, agachou-se e levantou a tampa.

Dentro do caixote não havia objetos aleatórios, mas sim uma caixa de ferro preta.

Os olhos de Marcos Pacheco brilharam e um sorriso animado surgiu em seu rosto.

Com as mãos trêmulas, ele estendeu os braços e pegou a caixa.

A caixa de ferro era pesada em suas mãos.

Dentro dela estavam todas as provas de suas transações ilegais de órgãos com João Alves, além das contas secretas e da lista de contatos que ele havia acumulado ao longo dos anos.

Com essas coisas, ele poderia se reerguer!

No exato momento em que ele estava prestes a abrir a caixa, a porta do armazém foi subitamente arrombada com um chute violento.

Uma luz ofuscante invadiu o local, acompanhada pelo som de passos ritmados.

Um grande número de policiais invadiu o armazém, com as armas apontadas diretamente para ele.

— Parado! Polícia!

O rosto de Marcos Pacheco mudou drasticamente.

A caixa de ferro em suas mãos caiu no chão com um baque metálico.

Ele instintivamente tentou fugir, mas foi firmemente imobilizado pelos policiais que já estavam de tocaia ao redor.

O telefone tocou várias vezes antes de ser atendido.

A voz cansada e fria de Henrique Serena soou do outro lado da linha:

— O que foi?

Talita Alves imediatamente adotou um tom preocupado.

— Irmão, liguei para o papai, mas ele não atende. Aconteceu alguma coisa?

Afinal, Henrique Serena não a havia informado sobre a morte de João Alves, então, por enquanto, ela só podia fingir que não sabia de nada.

Henrique Serena estava no hospital, cuidando dos arranjos funerários de João Alves, exausto e sobrecarregado.

Ouvir a voz de Talita Alves só o deixou mais irritado.

— O papai se foi.

— Se foi?

Talita Alves fingiu surpresa, sua voz subindo alguns tons, carregada de uma tristeza calculada.

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