O cais estava movimentado, com a maioria das pessoas sendo trabalhadores que carregavam mercadorias, e nada parecia fora do comum.
Marcos Pacheco suspirou aliviado e apressou o passo em direção ao armazém de número 3.
A grande porta do armazém estava fechada.
Marcos Pacheco parou diante dela, tirou do bolso uma chave enferrujada, inseriu-a na fechadura e a girou suavemente.
Com um "clique", a fechadura se abriu.
Ele empurrou a porta, entrou rapidamente e a fechou com a mesma velocidade.
O interior do armazém estava mergulhado na escuridão, impregnado por um cheiro úmido de mofo.
Com a familiaridade de quem conhecia o lugar, Marcos Pacheco tateou o caminho até um canto da parede e pressionou um interruptor oculto.
Uma luz fraca se acendeu instantaneamente, iluminando a cena dentro do armazém.
O lugar era vasto, cheio de caixotes de madeira abandonados e objetos diversos, tudo em completa desordem.
Sem hesitar, Marcos Pacheco caminhou diretamente para um grande caixote de madeira no fundo do armazém, agachou-se e levantou a tampa.
Dentro do caixote não havia objetos aleatórios, mas sim uma caixa de ferro preta.
Os olhos de Marcos Pacheco brilharam e um sorriso animado surgiu em seu rosto.
Com as mãos trêmulas, ele estendeu os braços e pegou a caixa.
A caixa de ferro era pesada em suas mãos.
Dentro dela estavam todas as provas de suas transações ilegais de órgãos com João Alves, além das contas secretas e da lista de contatos que ele havia acumulado ao longo dos anos.
Com essas coisas, ele poderia se reerguer!
No exato momento em que ele estava prestes a abrir a caixa, a porta do armazém foi subitamente arrombada com um chute violento.
Uma luz ofuscante invadiu o local, acompanhada pelo som de passos ritmados.
Um grande número de policiais invadiu o armazém, com as armas apontadas diretamente para ele.
— Parado! Polícia!
O rosto de Marcos Pacheco mudou drasticamente.
A caixa de ferro em suas mãos caiu no chão com um baque metálico.
Ele instintivamente tentou fugir, mas foi firmemente imobilizado pelos policiais que já estavam de tocaia ao redor.
O telefone tocou várias vezes antes de ser atendido.
A voz cansada e fria de Henrique Serena soou do outro lado da linha:
— O que foi?
Talita Alves imediatamente adotou um tom preocupado.
— Irmão, liguei para o papai, mas ele não atende. Aconteceu alguma coisa?
Afinal, Henrique Serena não a havia informado sobre a morte de João Alves, então, por enquanto, ela só podia fingir que não sabia de nada.
Henrique Serena estava no hospital, cuidando dos arranjos funerários de João Alves, exausto e sobrecarregado.
Ouvir a voz de Talita Alves só o deixou mais irritado.
— O papai se foi.
— Se foi?
Talita Alves fingiu surpresa, sua voz subindo alguns tons, carregada de uma tristeza calculada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida em Chamas: O Adeus de Serena Alves