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Renascida em Chamas: O Adeus de Serena Alves romance Capítulo 424

— O caso de sua mãe logo será esclarecido — continuou ele, com um tom de certeza. — Aqueles que fizeram mal a vocês duas receberão a punição que merecem.

— Tudo está resolvido. Não haverá mais problemas como esses.

Ele apertou o abraço, segurando-a com mais força.

Serena Alves sabia muito bem que ele havia feito tudo aquilo por ela, e que escondeu a verdade para não a preocupar.

Mas o que mais a preocupava era a possibilidade de ele enfrentar perigos em lugares onde ela não pudesse vê-lo.

Aninhada em seus braços, ela lhe deu um leve soco no peito.

Era um gesto mais de manha do que de força.

— Se você esconder algo de mim de novo, eu nunca mais falo com você. Nunca mais, de verdade.

— Não ousarei, nunca mais.

Murilo Vieira prometeu apressadamente, sua voz tingida com um sorriso carinhoso.

— De agora em diante, contarei tudo a você primeiro. Vou te ouvir em tudo, nunca mais agirei por conta própria e jamais me colocarei em perigo.

Após dizer isso, algo pareceu passar por sua mente, e seu olhar vacilou por um instante.

O assunto de sua mãe, e o fato de ter pedido a Sebastião Rocha para ajudar Serena Alves... isso não contava, certo?

— O que foi?

Percebendo sua estranheza, Serena Alves ergueu a cabeça e arqueou uma sobrancelha.

— Você está escondendo mais alguma coisa de mim?

— Não, nada.

A garganta de Murilo Vieira se moveu, e ele desviou o olhar.

— Tem certeza?

Serena Alves estreitou os olhos.

A operação policial em larga escala na Cidade S naquela noite fora barulhenta demais, com sirenes ecoando por quase metade da cidade. Era impossível esconder.

Inquieto, ele fez várias perguntas e finalmente confirmou que a polícia estava se mobilizando para prender Marcos Pacheco.

Ele não imaginava que Marcos Pacheco tivesse chegado à Cidade S e entrado em um tiroteio com a polícia em uma fábrica abandonada na zona oeste.

Agora, ele era um foragido, caçado por todas as forças policiais.

No instante em que soube da notícia, João Alves ficou, a princípio, chocado.

Ele não esperava que Marcos Pacheco fosse tão audacioso a ponto de enfrentar a polícia abertamente. Era um suicídio!

Mas, passado o choque, uma onda de euforia indescritível o invadiu, quase o afogando.

Marcos Pacheco, aquela ameaça constante, aquele pesadelo que o assombrava por vinte anos, finalmente se tornara um rato encurralado, incapaz de se salvar.

Durante duas décadas, as coisas que ele e Marcos Pacheco fizeram juntos foram como uma lâmina suspensa sobre sua cabeça.

Mesmo depois que Marcos Pacheco foi forçado a fugir para o exterior por outros motivos, enquanto ele estivesse vivo, João Alves não conseguia ter paz.

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