Serena Alves pegou os documentos e os folheou rapidamente.
Havia cópias do contrato de cooperação da época, registros de fluxo de caixa e alguns depoimentos anônimos de funcionários.
Embora a cadeia de provas não estivesse completa, já era suficiente para apontar para Marcos Pacheco e João Alves.
O quebra-cabeça em sua mente começou a se encaixar.
A parceria de vinte anos atrás era, na verdade, uma fachada.
Marcos Pacheco e João Alves usaram o projeto para lavar dinheiro.
Sua tia, Maia Domingos, descobrira a verdade e, por isso, fora brutalmente assassinada por eles.
Márcia Nunes era apenas um peão que eles colocaram na frente para encobrir a verdade e, ao mesmo tempo, manter João Alves sob controle.
— O documento confidencial está escondido em uma sala secreta na antiga mansão do Grupo Alves.
Serena Alves levantou a cabeça e olhou para Henrique Serena, sua voz firme.
— Foi mencionado nas anotações pessoais de Sandro Souza. A localização exata é em um compartimento secreto na estante do escritório.
— Uma ex-subordinada da minha mãe me revelou isso.
Ela ainda mantinha uma certa desconfiança em relação a Henrique Serena, por isso não mencionou o nome de Viviane Lacerda.
Os olhos de Henrique Serena brilharam e um ar de excitação tomou conta de seu rosto.
— É verdade?
— Eu nunca soube que a antiga mansão tinha uma sala secreta. Não é de se admirar que eu tenha procurado em todos os lugares e não tenha encontrado nenhum documento relevante.
— Sandro Souza é o assistente pessoal de João Alves. Ele certamente sabe como abrir a sala secreta.
Acrescentou Henrique Serena, com um toque de urgência no olhar.
— Precisamos pegar o documento o mais rápido possível. Se Marcos Pacheco ou João Alves perceberem, eles podem destruir as provas.
O olhar de Murilo Vieira era aguçado enquanto ele analisava a situação com calma.
— O problema agora é como entrar na mansão do Grupo Alves sem levantar suspeitas, encontrar a sala secreta, pegar o documento confidencial e, ao mesmo tempo, garantir a segurança do doador.
— João Alves certamente tem homens vigiando a mansão. Nossa operação precisa ser sigilosa para que ele não descubra. Caso contrário, ele poderia tomar uma atitude desesperada e prejudicar o doador.
Henrique Serena pensou por um momento.
Henrique Serena assentiu.
— Certo. Partirei esta noite. O mordomo da mansão trabalhou para minha mãe por muitos anos e confia em mim. Posso pedir a ele que me dê cobertura. Não deve haver problemas.
— Tenha cuidado. — disse Serena Alves, olhando para ele com um tom um pouco mais suave.
Embora ainda tivesse suas reservas sobre Henrique Serena, naquele momento, eles eram aliados com um objetivo em comum.
— Não se preocupe, serei cuidadoso.
Disse Henrique Serena, com um brilho de emoção nos olhos.
— Serena, obrigado por confiar em mim. Eu certamente conseguirei o documento e vingarei minha mãe.
Murilo Vieira se levantou.
— Não há tempo a perder. Vamos agir separadamente agora.
— Senhor Serena, vá para a mansão agora. Mandarei homens para protegê-lo secretamente. Qualquer coisa, entre em contato.
— Serena e eu ficaremos no hospital, continuando a monitorar as notícias sobre o doador e contatando a polícia para preparar os mandados de prisão para Marcos Pacheco e João Alves. Assim que tivermos o documento, fecharemos o cerco.

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