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Renascida em Chamas: O Adeus de Serena Alves romance Capítulo 398

Ao entardecer, Viviane Lacerda foi escoltada com segurança pelos homens de Ravi Lucca até um hotel cinco estrelas perto do hospital.

O quarto já havia sido reservado e as medidas de segurança eram rigorosas.

Assim que entrou no quarto, ela ligou imediatamente para Serena Alves.

Sua voz carregava um alívio de quem escapou por pouco, com um toque de angústia quase imperceptível.

— Serena, estou segura. Foi graças aos homens do assistente Ravi que chegaram a tempo. Levei um susto de morte.

— O importante é que você está bem.

A voz de Serena Alves era suave como o sol da primavera.

— Aqueles homens fizeram algo com você?

— Não, eles apenas me seguiram. Antes que pudessem fazer qualquer coisa, os homens do assistente Ravi chegaram.

Disse Viviane Lacerda, seu tom se acalmando gradualmente.

— Mas, Serena, acho que sei por que eles estavam atrás de mim. Lembrei-me de uma coisa.

O coração de Serena Alves acelerou e ela se endireitou.

— Que coisa? Fale com calma, não tenha pressa.

— Meu pai, enquanto organizava alguns documentos antigos do Grupo Alves, encontrou sem querer um caderno de anotações pessoal de Sandro Souza.

Viviane Lacerda baixou a voz, com um tom de cautela.

— Nas anotações, ele mencionava uma parceria de vinte anos atrás entre o Grupo Alves e uma empresa estrangeira. Ele também falava de um "documento confidencial", escondido em uma sala secreta na antiga mansão dos Alves. A localização exata ele não conseguiu ver, mas mencionou as palavras-chave: "escritório, estante, compartimento secreto".

A respiração de Serena Alves ficou suspensa.

— Você tem certeza? — perguntou ela apressadamente. — Havia outras informações no caderno? Como o nome da empresa ou de alguma pessoa?

Viviane Lacerda respondeu:

— Meu pai disse que havia um nome mencionado no caderno, parecia ser "Marcos Pacheco".

Marcos Pacheco?

Marcos Pacheco de novo!

Serena Alves e Murilo Vieira se entreolharam, ambos vendo o choque e a compreensão nos olhos um do outro.

Todas as pistas se conectaram instantaneamente.

Isso explicava tudo.

O que Marcos Pacheco queria recuperar era aquele documento confidencial escondido na sala secreta da mansão dos Alves.

— Mas eu não aceitei.

Viviane Lacerda acrescentou imediatamente, com um toque de orgulho na voz.

— Serena, você foi tão boa para mim e para minha família. Mesmo que eu sofra, jamais a trairia. Eu gravei a conversa secretamente. Todas as ameaças dele, eu gravei.

— Essas gravações podem servir como prova da coerção de Gabriel Serra. Talvez possam até te ajudar.

Uma onda de calor invadiu o coração de Serena Alves.

— Vivi, obrigada.

— Não se preocupe. Eu vou mandar proteger sua família. As mensalidades do seu irmão e as despesas médicas de seus pais, a partir de agora, serão por minha conta. Você não precisa se preocupar com mais nada.

— Serena, não precisa...

Viviane Lacerda tentou recusar.

— Não é uma discussão, é uma ordem.

O tom de Serena Alves era firme.

— Sua missão agora é ficar segura no hotel e não sair.

— Se precisar de qualquer coisa, me ligue a qualquer momento. Ravi Lucca deixou homens guardando a porta, então não se preocupe com a segurança.

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