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Renascida em Chamas: O Adeus de Serena Alves romance Capítulo 393

Ao ouvir essas palavras, o coração de Serena Alves doeu.

Ela estava prestes a falar quando seu celular tocou.

Ela enxugou uma lágrima e atendeu.

— O que foi?

— Serena, já estou no café em frente ao hospital.

— Quando você vem?

A voz de Henrique Serena veio do outro lado da linha.

Serena Alves olhou para Murilo Vieira, hesitou por um momento e disse:

— Espere um pouco.

— O que poderia ser mais importante que o assunto da nossa mãe?

O tom de Henrique Serena era firme.

— Serena, venha primeiro.

— Levo apenas dez minutos, não vou te atrasar muito.

Serena Alves trocou um olhar com Murilo Vieira.

Murilo Vieira assentiu, indicando que ela deveria ir.

— Certo, estou a caminho.

Serena Alves deu algumas instruções à enfermeira, pedindo que cuidasse bem de Murilo Vieira, e saiu apressadamente do quarto.

No café em frente ao hospital, Henrique Serena estava sentado perto da janela, com uma xícara de café intocada à sua frente.

Ele vestia um terno escuro, a expressão séria.

Ao ver Serena Alves entrar, ele se levantou imediatamente para recebê-la.

— Serena, sente-se.

Henrique Serena apontou para a cadeira em frente a ele.

Depois que Serena Alves se sentou, ela foi direto ao ponto.

— O que é tão importante?

Henrique Serena tirou um documento de sua pasta e o entregou a Serena Alves.

— Foi o que eu descobri.

— Uma semana antes do acidente da mamãe, um homem chamado Carlos Santos transferiu cinquenta mil para a conta de Márcia Nunes.

— E este Carlos Santos é um parente distante de Sandro Souza, o assistente pessoal do papai.

— Também descobri que este Carlos Santos deixou a cidade logo após o acidente da mamãe, foi para o exterior e usou uma identidade falsa.

Serena Alves pegou o documento e, ao ver os registros de transações bancárias, seu rosto escureceu.

— Você está dizendo que Márcia Nunes tinha alguém por trás dela, e essa pessoa também colocou alguém perto de João Alves?

Henrique Serena assentiu, os olhos cheios de dor.

— É o que eu suspeito.

— Márcia Nunes era apenas um peão.

— A pessoa que realmente queria fazer mal à mamãe pode ser essa outra.

— Por que ele faria isso?

A voz de Serena Alves tremia.

— Ainda estou investigando.

— Parece que houve um problema com uma parceria de vinte anos atrás.

Henrique Serena disse em voz baixa.

— E eu acho que, desta vez, o papai está te pressionando para retirar a queixa não apenas pelo Grupo Alves, mas também para esconder esse segredo.

Serena Alves franziu a testa.

Isso também estava relacionado a João Alves?

Pelo que ela se lembrava, antes de Márcia Nunes e Talita Alves aparecerem, o relacionamento de Maia Domingos e João Alves era muito bom.

João Alves era visto por todos como um bom marido e um bom pai.

Por isso a aparição de Márcia Nunes e Talita Alves foi um golpe tão duro para Maia Domingos.

E mais, a pessoa por trás de Márcia Nunes era o verdadeiro assassino de sua mãe!

— Você tem provas?

Serena Alves olhou friamente para Henrique Serena.

— Ainda não tenho provas diretas, mas essas pistas já são muito claras.

— Não se preocupe, já contratei um detetive particular para encontrar o paradeiro de Carlos Santos.

— E também estou investigando a parceria de vinte anos atrás entre o Grupo Alves e aquela empresa estrangeira.

— Tenho a sensação de que, seguindo essa linha, descobriremos quem está por trás de Márcia Nunes.

— Quando eu tiver as provas, vou entregá-las à polícia.

— Com certeza vou vingar a mamãe.

Ouvindo as palavras de Henrique Serena, Serena Alves sentiu uma mistura de emoções.

Houve um tempo em que ela ansiava pelo carinho de seu irmão mais velho.

Mas o relacionamento entre eles se desfez após aquele tapa no funeral de sua mãe.

Ela olhou para a sombra das árvores do lado de fora da janela e assentiu levemente.

— Certo, vou esperar por notícias suas.

Dizendo isso, ela pegou a bolsa e saiu do café.

Antes mesmo de entrar no hospital, seu celular tocou.

Serena Alves tirou o celular da bolsa e olhou.

Era um número desconhecido.

Ela hesitou por um momento e atendeu.

— Serena Alves, há quanto tempo.

Uma voz familiar, com um toque de escárnio, veio do outro lado da linha.

Serena Alves estreitou os olhos.

— Talita Alves?

— Você não fugiu para o exterior?

— Por que voltou?

— Por que eu não poderia voltar?

A voz de Talita Alves continha um toque de presunção.

— Eu voltei para pegar o que é meu.

— Serena Alves, os bons dias de você e Murilo Vieira acabaram.

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