Com a dor, o estilete na mão de Seu Souza caiu no chão com um baque.
Murilo Vieira, que observava atentamente cada movimento de Seu Souza e Serena Alves, já estava pronto para agir.
Ele se lançou para frente, puxando Serena Alves para trás de si para protegê-la.
— Está pedindo para morrer!
Seu Souza, com dor e raiva, tirou um canivete automático da cintura e o cravou em direção ao peito de Murilo Vieira.
O olhar de Murilo Vieira se aguçou.
Ele não hesitou em levantar a mão para bloquear o golpe, enquanto se virava para empurrar Serena Alves para mais longe.
Com um som úmido, o canivete rasgou o braço de Murilo Vieira.
O sangue jorrou instantaneamente, manchando sua manga preta.
As pupilas de Serena Alves se contraíram e ela gritou.
— Murilo Vieira!
Murilo Vieira, no entanto, parecia não sentir nada.
Com um soco, ele atingiu o rosto de Seu Souza.
O nariz de Seu Souza sangrou e ele cambaleou para trás.
Endrick Castro ordenou imediatamente.
— Ajam!
Vários policiais avançaram rapidamente, imobilizando Seu Souza no chão e colocando-lhe as algemas.
Os policiais levaram Seu Souza embora, e a crise finalmente terminou.
Serena Alves correu para o lado de Murilo Vieira.
Vendo o sangue que não parava de escorrer de seu braço, seus olhos ficaram vermelhos instantaneamente.
— Como você está? Dói muito?
Ela queria tocar, mas tinha medo de machucá-lo, então apenas o olhava ansiosamente.
Murilo Vieira afagou o cabelo dela com a mão, um sorriso leve nos lábios, sua voz ainda gentil.
— Não foi nada, apenas um pequeno ferimento.
Seu rosto estava um pouco pálido, mas seu olhar permanecia firme.
Ele se aproximou de Serena Alves e fez uma reverência profunda.
— Srta. Alves, desculpe. Eu acreditei nas mentiras de Márcia Nunes e quase a prejudiquei.
Serena Alves olhou para ele, com emoções complexas nos olhos: ressentimento, resignação, mas, acima de tudo, alívio.
— Já passou. Você está seguro agora.
Pedro Barbosa ergueu a cabeça, respirou fundo e finalmente tomou uma decisão.
— Márcia Nunes queria me matar para me silenciar. Ela não é uma boa pessoa. O acidente de carro da sua mãe, de fato, teve a ver com ela.
— Se precisar, posso testemunhar a seu favor.
— Eu realmente tenho a gravação daquele ano. Gravei sem querer e a escondi na casa do meu primo.
Um brilho de esperança passou pelos olhos de Endrick Castro.
— Onde está seu primo?
Pedro Barbosa disse, palavra por palavra, com clareza.
— Meu primo está em Cidade M. O endereço exato é...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida em Chamas: O Adeus de Serena Alves