A determinação de Estrela Loureiro em ir embora era irredutível.
E Alistair Cavendish, desesperado para não deixá-la partir, ligou às pressas para Jobs Cavendish.
No entanto, o patriarca estava preso com outras pendências e não tinha como voltar imediatamente.
Quando Jobs entendeu o motivo da fuga de Estrela, ele explodiu ao telefone, despejando a culpa em Alistair!
— Era só uma mulherzinha qualquer! Se ela matou, está morta! Por que você foi provocar a sua irmã?
Na visão de Jobs Cavendish, Alistair jamais deveria ter ficado do lado de Henrique Farias em um assunto como esse.
— Você tem noção do quanto ela deve estar magoada? Ninguém sabe melhor do que você o que ela passou na Cidade R! Você mais do que ninguém deveria saber o que ela quer.
— Sim, pai. — respondeu Alistair, engolindo a seco.
Ele sabia muito bem o que Beatriz Viana representava para ela.
Mas Beatriz era uma peça conectada a Felipe Silveira, e Alistair presumiu, erroneamente, que Estrela já tinha superado essa fase da vida.
Quem diria que o resultado seria esse...
— Se ela for embora do país Y por causa dessa palhaçada, eu acabo com você! — ameaçou Jobs.
— ...
A ligação foi encerrada na cara dele.
Alistair guardou o telefone e olhou para Estrela.
— Viu só? O papai não quer que você vá.
— Se você for, ele disse que vai acabar comigo. Ouviu bem?
O tom do homem continuava suave e até um pouco indefeso.
Quem poderia imaginar que o todo-poderoso e inatingível Alistair Cavendish seria repreendido como uma criança assustada pelo próprio pai?
— Já me viu levar uma bronca do nosso pai. A raiva já passou, não é? — tentou Alistair, exibindo um sorriso resignado.
— ...
Não. Não era uma questão de raiva momentânea!
Diante do apelo do irmão, ela continuou calada. Mas o abismo escuro em seus olhos parecia cada vez mais profundo.
Ninguém seria capaz de decifrar o que passava pela cabeça dela naquele instante.
— Estrela.
— Eu vou passar um tempo no país R. Preciso esfriar a cabeça.
Ela havia voltado há poucos dias.
Alistair soltou um longo e pesado suspiro. Estendeu o braço e, com a mão larga envolvendo a nuca dela, puxou-a diretamente para um abraço possessivo.
— ... — Estrela enrijeceu.
— Pelo visto, o seu irmão realmente te decepcionou feio dessa vez.
Ouvindo isso, ela permaneceu em seu casulo de silêncio.
Naquele momento, a voz dele era de um carinho quase paternal.
Mas, depois de tudo o que havia sobrevivido na Cidade R, a Estrela Loureiro de hoje sabia melhor do que ninguém:
Há certos tipos de carinho... nos quais você jamais deve afundar!
Antes, ela acreditava que a família era um porto seguro absoluto.
Mas agora, aprendera da pior forma que, às vezes, nem mesmo na família se pode confiar cegamente.
— Seja como for, espere pelo menos até amanhã para falar com o nosso pai antes de tomar uma decisão, tudo bem?! — continuou ele, tentando dobrá-la.
— Hoje a culpa foi inteiramente minha, hum?
Naquela manhã, quando Henrique o procurou para pedir o favor, Serena Silveira também não parava de infernizá-lo.
Ele atendeu ao pedido no automático, sem pensar nas consequências.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida das Cinzas: O Adeus de Estrela
Amado senhor autor quando isso vai acabar estou no 516 , uma enrolação.......
Que idiotice desse autor já passou da hora de por fim nessa história. Virou uma chatice já não vou ler mais...
Coitada de Estrela, só decepção! Estou esperando essa mulher ser amada e valorizada de verdade. 😧...
Gente! Sou fanática por Estrela… o jeito que ela incendeia tudo é tão fofo…...