No fim das contas, ele não imaginava que isso causaria um estrago tão profundo à pequena, a ponto de provocar uma reação tão extrema.
— ...
Ao ouvir Alistair Cavendish pedir que ela esperasse para ver o pai, Estrela vacilou em seu silêncio.
Não assentiu, mas também não recusou na mesma hora!
— Estrela. — insistiu ele.
— Tudo bem.
No fim, Estrela cedeu.
Ela ainda não tinha visto o pai desde que chegara. Era o mínimo a se fazer.
Estrela afastou-se do abraço e ergueu os olhos para ele.
— Alistair, por que você confia tanto no Henrique Farias?
A pergunta finalmente escapou de seus lábios.
Alistair confiava demais naquele homem.
Uma confiança cega, quase como se, não importasse o que Henrique fizesse, ele jamais seria uma ameaça à família Cavendish.
Estrela Loureiro nunca havia depositado cem por cento de confiança em ser humano algum.
Por isso, aquela lealdade inabalável do irmão era algo impossível de digerir.
Ouvindo a pergunta, um leve sorriso despontou nos lábios de Alistair. Ele apertou a ponta do nariz dela, com um gesto afetuoso.
— É uma questão de confiança entre homens. Você não precisa entender.
— ...
Ele fugiu da resposta direta.
Mas aquela esquiva apenas confirmou as suspeitas de Estrela... ele realmente confiava a própria vida a Henrique.
E não era só confiança!
A aliança entre os dois era obscuramente profunda.
Caso contrário, por que Alistair assumiria o papel de carrasco da própria irmã naquela manhã, só para cobrar um favor em nome de Henrique?
— A Beatriz Viana... ela morreu mesmo? — perguntou Alistair, mudando o rumo da conversa.
Era óbvio que Henrique não acreditava.
E, para ser honesto, o próprio Alistair também tinha lá suas dúvidas.
Por mais que ela odiasse as entranhas da família Silveira, Estrela nunca tinha ido às vias de fato para tirar a vida de nenhum deles.
E agora, dizer com tanta facilidade que liquidou Beatriz? Nenhum dos dois conseguia comprar a ideia de que Estrela tivesse cruzado essa linha.
— Morreu mesmo! — disparou Estrela.
Foram palavras ditas sem o menor traço de hesitação.
Fosse quem fosse que perguntasse, a resposta agora seria sempre a mesma... ela não confessaria nada diferente.
Ela já tinha percebido o padrão doentio.
— Se o nosso pai concordar, eu não vou tentar te segurar.
— ...
Será que ele concordaria?
Ela mal havia acabado de retornar para o seio da família.
Não importava. Se ela quisesse colocar os pés para fora, não haveria força na Terra capaz de barrá-la.
No momento exato em que Alistair virou as costas para sair, a fachada dócil em seus olhos evaporou, dando lugar a um abismo sombrio!
Uma escuridão que exalava um instinto gélido e incontrolável...!
...
No fim, Estrela Loureiro não desceu para o jantar.
Ela se recusava até mesmo a olhar para o rosto de Alistair, o que provava o quão profundo fora o golpe que sofrera naquela manhã.
A refeição teve que ser levada ao quarto por uma empregada.
Estrela mal havia dado duas garfadas quando o celular tocou. Era Daniela Ribeiro.
Ela atendeu de imediato.
— Dani, o Gro disse que o pessoal dele não conseguiu te buscar.
— Fui trancada em casa por aquele canalha! Estou em prisão domiciliar! — revelou Daniela.
— ... — O silêncio tomou conta da linha.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida das Cinzas: O Adeus de Estrela
Amado senhor autor quando isso vai acabar estou no 516 , uma enrolação.......
Que idiotice desse autor já passou da hora de por fim nessa história. Virou uma chatice já não vou ler mais...
Coitada de Estrela, só decepção! Estou esperando essa mulher ser amada e valorizada de verdade. 😧...
Gente! Sou fanática por Estrela… o jeito que ela incendeia tudo é tão fofo…...