Ela já havia tomado banho e trocado de roupa, vestindo as mesmas peças simples do dia em que chegara àquela casa.
Ao ver Alistair Cavendish, Estrela Loureiro apenas lançou-lhe um olhar frio e indiferente.
Em seguida, desviou o rosto, agarrou a alça da mala e fez menção de sair!
Alistair deu um passo rápido e arrancou a mala das mãos dela.
— Quanta raiva para uma pessoa só.
Até um minuto atrás, ele achava que a ameaça de ir para o país R era apenas da boca para fora.
Agora via que ela não estava brincando.
— Me devolve!
Estrela cuspiu as duas palavras como se fossem lâminas.
— Era uma mulher que já estava com os dias contados. Vale mesmo a pena você fazer todo esse escândalo por causa dela? — questionou Alistair.
Henrique Farias já havia lhe contado.
Explicou que Beatriz Viana já estava à beira da morte. No mundo de Alistair, alguém assim nem merecia o esforço de sujar as próprias mãos.
Era perda de tempo e de energia!
Mas ele não imaginava que Estrela ficaria tão furiosa.
Ao ouvir as palavras do irmão, o olhar de Estrela tornou-se sombrio e cortante ao focar no rosto dele.
Ela não disse nada, apenas o encarou em um silêncio absoluto...!
A frieza em seus olhos não carregava um único traço de calor humano.
Vale a pena fazer escândalo?
Ele teve a coragem de dizer... que era ela quem estava fazendo escândalo? Como se aquele fosse um capricho isolado dela?
Estrela puxou o ar lentamente, controlando a respiração.
— Você já matou a mulher. Ainda não aliviou a raiva? — O tom de Alistair suavizou, tentando acalmar a fera ferida que Estrela havia se tornado.
Mas ouvir aquilo só fez um brilho ainda mais letal cruzar os olhos dela.
— Estrela.
Alistair estendeu a mão, na tentativa de afagar os cabelos macios da irmã.
No entanto, Estrela virou o rosto bruscamente, esquivando-se do toque.
A mão do homem ficou paralisada no ar.
Encontrando o olhar impiedoso de Estrela, Alistair suspirou.
— Se ela está morta, a minha energia já não está mais sendo gasta, certo?
Essa história de "não gastar energia" era apenas um código bonito para mandá-la esquecer e perdoar?
Será que ele não fazia ideia do ódio visceral que Beatriz Viana representava na vida dela?
Ou será que, no fundo, ele simplesmente...
Simplesmente o quê? Estrela se recusou a seguir com aquele raciocínio.
Diante daquele cenário caótico, ela não dava a mínima para os jogos de poder deles. Só queria distância.
— Tudo bem, o seu irmão errou dessa vez, hum? — cedeu Alistair, sem saber mais o que fazer diante da barreira impenetrável que Estrela erguera.
Ele adotou um tom dócil e indulgente, esperando apenas apagar aquele incêndio imediatamente.
Mas parecia tarde demais.
Estrela já estava no seu limite, especialmente com todos os podres inacabados da Cidade R a perseguindo.
Naquela manhã, ao perceber que Alistair estava do lado de Henrique na ligação, o coração dela se fechou de vez.
Ela já estava com vontade de recuar de toda essa vida.
O incidente de hoje foi apenas a faísca que detonou a explosão final!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida das Cinzas: O Adeus de Estrela
Amado senhor autor quando isso vai acabar estou no 516 , uma enrolação.......
Que idiotice desse autor já passou da hora de por fim nessa história. Virou uma chatice já não vou ler mais...
Coitada de Estrela, só decepção! Estou esperando essa mulher ser amada e valorizada de verdade. 😧...
Gente! Sou fanática por Estrela… o jeito que ela incendeia tudo é tão fofo…...