O resultado do laboratório não demorou a sair.
Estava confirmado. Havia traços do DNA de Beatriz Viana.
Ao ver o laudo, Henrique Farias cerrou os punhos com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos.
Era dela... Realmente eram as cinzas da Beatriz Viana...!
Quando Estrela Loureiro retornou ao castelo, já era noite. Coberta de suor do treino, ela foi direto para as escadas.
Ao cruzar o imenso saguão, viu que Alistair Cavendish havia chegado.
Ela não disse uma palavra, apenas continuou subindo os degraus.
— Não me viu aqui? — perguntou Alistair.
Estrela parou. Olhou por cima do ombro para ele, mas continuou em absoluto silêncio.
E voltou a subir!
— Estrela. — chamou Alistair, com um tom de advertência.
— Eu decidi ir para o país R! — declarou ela, com a voz cortante como gelo.
Que se dane o jogo complexo que eles estavam jogando. Ela estava fora.
Desde o início, ela nunca quis se envolver nessa sujeira. Toda essa neblina de mentiras e segredos já estava sufocante.
Ela iria se afastar de tudo!
Não queria mais nada...
Ao ouvir que ela pretendia ir para o país R, a expressão de Alistair endureceu.
— Como assim? O que você quer dizer com isso?
— O que eu quero dizer não está óbvio? Eu também não quero mais esta família!
Ela havia passado o dia inteiro no clube de tiro, pensando.
E por mais que tentasse, Estrela não conseguia entender por que Alistair havia pedido que ela devolvesse Beatriz Viana para Henrique.
Ele era seu irmão de sangue...
Ela já havia suportado tantas traições no passado!
Mas essa? Essa ela não conseguiria engolir, muito menos perdoar.
— Você já assassinou a Beatriz Viana e ainda está fazendo birra?! — rebateu Alistair.
Estrela virou-se para encará-lo, seu silêncio tornando-se ainda mais denso.
O olhar dela carregava um oceano de decepção.
Assassinado? Então o assunto devia morrer aí?
E o que eles fizeram com ela? Isso não importava? Não haveria consequências?
— Se você tentar me impedir de ir para o país R, vai ter que me matar. Fora isso, não ouse entrar no meu caminho. — disse Estrela, pausando cada palavra com firmeza.
Estava claro. Aquela família a havia decepcionado até a alma. Ela não queria ficar debaixo daquele teto por mais um segundo.
— Vá chamar a senhorita para comer. — ordenou Alistair a uma funcionária.
A garota tinha mesmo um gênio indomável.
Por causa de uma divergência boba, agora estava ameaçando fugir de casa.
— Sim, senhor. — A funcionária assentiu e correu escada acima.
Porém, menos de um minuto depois, a mulher desceu correndo, esbaforida.
— Patrão, temos um problema!
— ...
Alistair, que ainda estava calculando mentalmente como bajular e acalmar a irmã, lançou um olhar gélido para a empregada ao ouvir o tom de pânico.
A mulher engoliu em seco, assustada.
— A-a senhorita está arrumando as malas. Ela disse que vai embora!
— ...
Ela estava falando sério?
Alistair levantou-se num salto e subiu as escadas a passos largos.
Ao chegar na porta do quarto de Estrela, a cena confirmou tudo: ela estava mesmo fazendo as malas. Juntando apenas... as próprias coisas.
No momento em que ele entrou, ela terminava de fechar o zíper da bagagem.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida das Cinzas: O Adeus de Estrela
Amado senhor autor quando isso vai acabar estou no 516 , uma enrolação.......
Que idiotice desse autor já passou da hora de por fim nessa história. Virou uma chatice já não vou ler mais...
Coitada de Estrela, só decepção! Estou esperando essa mulher ser amada e valorizada de verdade. 😧...
Gente! Sou fanática por Estrela… o jeito que ela incendeia tudo é tão fofo…...