Estrela Loureiro fechou os olhos por um segundo.
— Pode sair. Eu já desço.
— Sim, senhora.
A empregada assentiu e saiu rapidamente.
Sozinha no quarto, Estrela continuou sentada na cama, estática.
Ela respirou fundo várias vezes antes de se levantar para se vestir.
Jogou um roupão por cima dos ombros de qualquer jeito e desceu as escadas.
Ao chegar ao pé da escada, viu Henrique Farias sentado no sofá, exalando uma aura gélida, segurando um charuto apagado entre os dedos.
Estrela Loureiro caminhou em linha reta e se sentou no sofá exatamente de frente para ele.
Sua expressão era péssima.
Ser acordada no meio da madrugada no melhor do sono, e ainda por cima por causa de Beatriz Viana.
Ao encarar Henrique Farias, o rosto de Estrela Loureiro estava glacial!
— Para onde você a levou? — Henrique foi direto ao ponto.
O tom de Henrique Farias também não era dos melhores. Ficava claro que, em relação a Beatriz Viana, ele não cederia um milímetro.
Estrela Loureiro deu-lhe apenas um olhar e permaneceu em silêncio.
— Ela já está com insuficiência renal crônica. Você sabe das condições específicas dela. As chances de encontrar um doador compatível são mínimas.
A entrelinha era clara: Beatriz Viana ia morrer.
Estrela Loureiro não precisava mais gastar energia se vingando dela.
Mas será que isso era só questão de "gastar energia"? O problema central entre eles era justamente a própria Beatriz Viana.
E não se Beatriz Viana ia ou não morrer sozinha!
Ao ouvir as palavras de Henrique Farias...
Estrela Loureiro continuou o fuzilando com o olhar, tão fria quanto antes, sem dizer uma palavra.
— Deixe-a em paz, por favor?
Esse era o verdadeiro motivo da sua visita àquela hora da noite.
Estrela Loureiro soltou uma risada sarcástica. O olhar que lançou a Henrique estava carregado de escárnio.
— E que direito você tem de me pedir para deixá-la em paz?
Quando o assunto era Beatriz Viana, absolutamente ninguém tinha o direito de lhe dizer o que fazer.
— Estrela, eu não quero que você se decepcione ainda mais.
— O que você quer dizer com isso?
Acaso ele estava insinuando que, se ela não soltasse Beatriz Viana agora, ele faria algo para decepcioná-la ainda mais?
Dava para ficar mais decepcionada do que já estava?
— Então ela...
— Você está muito nervoso, não acha? — Estrela arqueou uma sobrancelha.
Ao captar o nervosismo explícito nos olhos dele, ela quase ficou sem palavras.
Ele estava tão desesperado assim só por causa da irmã daquela outra mulher?
Não parecia isso...!
Por mais importante que a outra mulher tivesse sido para ele, ela já estava morta!
Beatriz Viana era apenas a irmã, não era ela.
Aquele nível de nervosismo sugeria que Henrique tinha algum outro motivo oculto.
Estrela continuou apenas observando-o em silêncio.
— Você está falando sério? — a voz de Henrique soou tensa.
— Você acha mesmo que eu teria pena da Beatriz Viana?
Ela não respondeu diretamente.
A pergunta afiada fez o homem se levantar num pulo, irradiando uma frieza ameaçadora.
Ele lançou um último olhar para Estrela Loureiro.
Apenas um olhar. Ele se virou e, no momento em que deu as costas, a rigidez do seu corpo foi o suficiente para tornar o ambiente sufocante.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida das Cinzas: O Adeus de Estrela
Amado senhor autor quando isso vai acabar estou no 516 , uma enrolação.......
Que idiotice desse autor já passou da hora de por fim nessa história. Virou uma chatice já não vou ler mais...
Coitada de Estrela, só decepção! Estou esperando essa mulher ser amada e valorizada de verdade. 😧...
Gente! Sou fanática por Estrela… o jeito que ela incendeia tudo é tão fofo…...