Henrique Farias foi embora...
Gro entrou apressado, cruzando com Henrique na porta de saída.
— Senhorita.
Ao ver a postura tensa e sombria de Henrique Farias, Gro deduziu que eles deviam ter brigado por causa de Beatriz Viana mais uma vez.
Quem diria.
Henrique Farias brigando com Estrela Loureiro para defender Beatriz Viana.
Afinal, na Cidade R, ele parecia ser o aliado mais leal de Estrela Loureiro.
Era inacreditável que a atitude dele desse uma guinada tão extrema.
O rosto de Estrela não demonstrava qualquer emoção.
Talvez ela estivesse escondendo muito bem.
Não havia sequer um traço de tristeza em sua expressão.
— Como está a situação da Beatriz Viana?
— Realmente é insuficiência renal crônica! Ela já foi entregue a eles. — informou Gro.
Eles...
Era para lá mesmo que Beatriz Viana devia ir!
E daí que ela estava doente? Ela havia cometido crimes. Deveria pagar pelas atrocidades que fez no passado.
Mas sempre havia Felipe Silveira atrapalhando!
E agora, Henrique Farias entrava no caminho...
Ainda assim, ninguém seria capaz de impedir Estrela Loureiro de fazê-la pagar por tudo.
— Bloqueie todas as informações. Henrique Farias não vai desistir fácil.
Gro assentiu.
— Entendido.
Os homens de Henrique Farias estavam revirando a cidade atrás de Beatriz Viana.
Uma pena que ele subestimasse Estrela Loureiro e não fizesse a menor ideia de onde ela poderia ter escondido a mulher.
— Por que não acabar com ela logo de uma vez? — perguntou Gro.
Gro não conseguia entender.
Afinal, se simplesmente a matassem, eliminariam o problema pela raiz.
Para que gastar tanto tempo com um plano elaborado só para fazê-la pagar?
— Ela está sendo punida justamente por ter cometido crimes. Se eu matá-la agora, não estarei me tornando uma criminosa também?
Gro ficou em silêncio.
Ao ouvir essa resposta, ele entendeu de imediato a lógica da patroa.
Ser uma pessoa melhor!
Isso significava que elas realmente não tinham mais salvação?
Ao pensar naquilo, a garganta de Catarina apertou, e as lágrimas começaram a rolar pelo rosto.
— Eu não quero morrer...
Ela não queria morrer. Era tão jovem, não queria pagar aquele preço com a própria vida.
— Eu também não. — murmurou Larissa.
Quem ia querer?
Ninguém em sã consciência ia querer!
Mas era só quando a vida deixava de pertencer a si mesma que se percebia o real valor dela.
— A gente não pode implorar para a Estrela Loureiro? — Catarina soluçava, derramando ainda mais lágrimas.
Ela queria viver, não queria acabar assim.
Agora, a única saída que lhe vinha à cabeça era voltar a rastejar para Estrela Loureiro.
— Não temos mais essa chance!
Quando tinham chance, Estrela já as havia ignorado. Quanto mais agora, que sequer conseguiriam entrar em contato com ela.
— O Felipe também lavou as mãos? Eu nem sei como ele está.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida das Cinzas: O Adeus de Estrela
Amado senhor autor quando isso vai acabar estou no 516 , uma enrolação.......
Que idiotice desse autor já passou da hora de por fim nessa história. Virou uma chatice já não vou ler mais...
Coitada de Estrela, só decepção! Estou esperando essa mulher ser amada e valorizada de verdade. 😧...
Gente! Sou fanática por Estrela… o jeito que ela incendeia tudo é tão fofo…...