— Henrique Farias já está sabendo? — os olhos de Felipe Silveira se estreitaram.
— Provavelmente sim. E ele deve ir atrás da Srta. Loureiro para causar confusão. — respondeu Júlio.
— Heh, confusão!
Como se isso adiantasse alguma coisa.
Por acaso Estrela Loureiro era do tipo que se intimidava com barracos? Quando aquela mulher empacava, não tinha medo de nada nem de ninguém.
Ela já peitava o mundo quando não tinha a família Cavendish para apoiá-la.
Que dirá agora, com todo o peso dos Cavendish nas costas.
— Henrique Farias, Henrique Farias... que raridade ver você sendo tão burro! — Os lábios de Felipe Silveira se curvaram em um sorriso debochado.
Se ele estava protegendo Beatriz Viana sem nenhum outro motivo além daquela mulher...
Era preciso admitir, ele estava sendo muito idiota.
Claro que...
Para Felipe Silveira, Henrique Farias não costumava ser irracional. Devia haver alguma outra razão por trás de suas atitudes.
E essa razão provavelmente envolvia usar Estrela Loureiro de alguma forma!
Se fosse esse o caso, Estrela Loureiro jamais o perdoaria.
Seja como for...
Aos olhos de Estrela Loureiro, Henrique Farias já estava condenado à morte.
— O meu receio agora é com a família Cavendish. — disse Júlio.
— A família Cavendish? São o pai e o irmão de sangue dela. Do que ela teria medo?
— O Sr. Alistair sempre confiou muito no Sr. Farias. E o senhor não sentiu algo estranho dessa vez?
Júlio havia acompanhado Felipe Silveira na viagem ao País Y!
O que Felipe Silveira havia percebido, Júlio naturalmente também notou.
A relação da família Cavendish com Estrela Loureiro parecia não ser tão inocente quanto aparentava.
Felipe Silveira ficou calado.
Ao ouvir as palavras de Júlio...
Uma sombra de apreensão cruzou seu olhar. Como ele não teria percebido?
Ele sentiu, sim!
— Aquela idiota! — Ela estava se jogando num abismo ainda mais fundo.
Ainda não se sabia o que esse abismo significava para ela, mas ele só podia torcer para que não fosse nada aterrorizante.
Como não conseguia vê-la, estava prestes a invadir o lugar à força!
Sem ter o que fazer, os empregados não tiveram escolha a não ser avisar Estrela Loureiro.
O sono de Estrela costumava ser profundo. Ao ser acordada pelos empregados, ela parecia ainda entorpecida.
Ela olhou para a empregada, ainda meio confusa:
— O que foi?
— O Sr. Farias está aqui para vê-la.
— A essa hora?
Estrela Loureiro pegou o celular instintivamente para checar a hora. Uma da manhã!!
Vindo procurá-la a essa hora.
E ainda tendo a audácia de mandar os empregados acordá-la?
Então Beatriz Viana era tão importante assim para ele?
— O Sr. Farias já está aí há um bom tempo, fazendo um escândalo querendo ver a senhora. Nós não sabíamos mais o que fazer.
A empregada falou, apreensiva.
Especialmente porque a expressão no rosto de Estrela Loureiro era de pura irritação.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida das Cinzas: O Adeus de Estrela
Amado senhor autor quando isso vai acabar estou no 516 , uma enrolação.......
Que idiotice desse autor já passou da hora de por fim nessa história. Virou uma chatice já não vou ler mais...
Coitada de Estrela, só decepção! Estou esperando essa mulher ser amada e valorizada de verdade. 😧...
Gente! Sou fanática por Estrela… o jeito que ela incendeia tudo é tão fofo…...