Uma cena do banheiro veio à sua cabeça.
Ele estava prestes a sair, e ela agarrou-o impiedosamente, resmungando: — Quero você...
Sem perceber, ela fechou as pernas, a dor indo em direção aos nervos.
A palavra dele soou em sua cabeça: — Se quiser de novo amanhã, você não vai conseguir andar...
— Você sai sozinha ou eu tenho que lhe colocar para fora?
Ao ter a coberta arrancada de si de repente, ela levantou a cabeça. Seu olhar foi de encontro ao rosto do homem em sua frente, seus traços frios se destacando.
Era a tristeza de ser insultado.
Ele estava usando um roupão de seda azul e segurando a fita do roupão, mostrando uma pálida e bela pele da parte de cima.
Em um olhar rápido, suas bochechas ficaram avermelhadas de calor. Ela levantou-se irritada e olhou na altura dos olhos da visão dele. — Se não queria que fôssemos tão longe, deveria ter me colocado para fora na noite passada...
Os olhos de Enzo Rossi mudaram de repente, sua mão avançando para cima dela.
Ela não teve tempo de se esconder antes que ele a agarrasse, apoiando o abdômen dela em seu ombro e a colocando sobre os ombros.
— O que você está fazendo? — perguntou ela, lutando para sair.
— Colocando você para fora.
— Não, não. Como posso sair vestida assim? — ela sentiu um calafrio na barriga.
Mas ele continuou, puxou a maçaneta da porta e se preparou para jogá-la lá fora.
Sem pensar, Helena Martins agarrou o pescoço dele.
Ela abaixou a cabeça sobre o rosto bonito dele, se sentindo com vergonha: — Eu cometi um erro... está tudo bem agora?
Ele parou, fechou a porta, gradualmente colocou-a no sofá na sala, virou-se, tirou as pantufas e as colocou perto do pé dela. — Se vista e vá embora.
Helena Martins abaixou a cabeça e olhou para as pantufas. Eram de mulher.
Ela não queria usar. Enquanto ia apoiar os pés no chão, de repente percebeu a presença de uma visão fria. Olhando em frente e vendo Enzo Rossi no sofá, percebeu que a visão dele ia do pé dela para a camisa branca, a qual mostrava um pouco de sua coxa, para em seguida fixar em seu rosto.
Seu olhar mostrava apenas frieza, nenhuma ponta de sentimento ali.
Mas lembrando da noite passada... ela se concentrou nos elegantes e finos dedos dele. O rosto dela pegou fogo, ela usou as pantufas rapidamente e entrou no quarto principal.
Tentou achar o vestido, mas tinha sumido.
Havia apenas roupas limpas no criado mudo, de roupas de baixo ao vestido.
Ao ver os trajes, ficou um pouco deprimida.
Ele sempre tomava tanto cuidado.
Ela usou seus delicados dedos e removeu os botões brancos das roupas. Imaginou-o usando as suas pálidas mãos para botá-los no lugar e com sua temperatura tocando em seu corpo. O rosto ficou muito vermelho com a visão.
Depois de trocar de roupa, foi para o banheiro, molhou o rosto, prendeu o cabelo e respirou profundamente, reprimindo suas emoções, e finalmente saiu livremente.
Quando ela saiu, ele já se arrumara. Com um visual bonito, vestindo uma simples camisa branca e calças pretas, ele parecia bem qualquer que fosse a roupa. Ele estava sentado de frente para o jantar, comendo de maneira cuidadosa.
No lado oposto ao dele, estava servido o mesmíssimo prato.

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