MARKUS BLACKWOOD
Os dias nas Maldivas flutuavam.
Aqui o tempo era irrelevante. O sol nascia, pintando o céu de tons impossíveis de laranja e rosa, e se punha num espetáculo de roxo. E entre esses dois eventos, existia apenas nós.
Leah e eu.
Desliguei o celular no momento em que chegamos e o tranquei no cofre.
Nossa rotina se tornou uma doce repetição de prazer, descanso e conversas que nunca tivemos tempo de ter. Descobri que Leah adorava frutas exóticas que eu nem sabia pronunciar o nome. Descobri que ela ficava com as sardas no nariz mais evidentes quando pegava muito sol. E descobri que a minha esposa tinha um apetite insaciável que rivalizava com o meu.
DIA 2: O DECK
Era o meio da tarde do terceiro dia. O sol estava alto, o calor era úmido, tropical, daquele que faz a pele brilhar de suor mesmo quando se está parado.
Leah estava deitada numa espreguiçadeira de madeira no nosso deck privativo, de bruços. Ela usava a parte de baixo de um biquíni preto minúsculo e tinha desamarrado a parte de cima para não ficar com marcas de sol nas costas. Um chapéu de palha gigante cobria a cabeça dela, e um livro estava esquecido no chão, ao lado de um drink de frutas que o gelo já tinha derretido.
Saí de dentro do bangalô trazendo um frasco de protetor solar.
— Você vai queimar, Sra. Blackwood. — Avisei, minha sombra caindo sobre as costas dela.
Ela resmungou algo ininteligível por baixo do chapéu, espreguiçando-se como uma gata.
— Estou com preguiça de passar o protetor nas costas... — Ela murmurou, com a voz sonolenta. — O serviço de quarto inclui aplicação de protetor?
Me sentei na beira da espreguiçadeira, perto do quadril dela.
— Para você, o serviço é VIP e exclusivo. — Derramei o protetor nas minhas mãos, esfregando-as para espalhar.
Toquei a pele dela. Ela estremeceu levemente, um arrepio visível percorrendo seu corpo. Comecei pelos ombros, massageando os nós de tensão que ela ainda carregava. Meus polegares trabalharam a musculatura, descendo pela coluna vertebral.
A pele dela estava quente pelo sol e macia como seda. Era viciante.
— Isso é bom... — Ela suspirou, virando o rosto para o lado, o chapéu caiu, revelando os olhos fechados e a boca entreaberta.
Minhas mãos desceram mais. Passei pela curva da cintura, apertando levemente, e cheguei à lombar. A parte de baixo do biquíni era apenas um triângulo de tecido preto.
A massagem, que começou terapêutica, mudou de intenção.
Não consegui evitar. Inclinei-me sobre ela, roçando meus lábios no ombro exposto.
— Markus... — Ela sussurrou, o tom de aviso, me parecia mais com um convite. — Alguém pode ver...
— Estamos no meio do Oceano Índico, Leah. — Respondi contra a pele dela, mordiscando a omoplata. — Só os peixes podem nos ver. E eles não são fofoqueiros.
Minha mão escorregou para a lateral do seio dela, apertando a carne macia contra o colchão da espreguiçadeira. Senti o mamilo dela endurecer contra a palma da minha mão.
Ela se virou um pouco, o suficiente para me olhar por cima do ombro. O sono tinha sumido dos olhos dela, substituído por aquela chama escura que eu adorava provocar.
— Você não consegue ficar cinco minutos perto de mim sem tentar tirar minha roupa?
— Ter a esposa nua é o maior objetivo da lua de mel. Por que eu tentaria resistir? — Sorri, puxando o tecido do biquíni para baixo, expondo as nádegas redondas e perfeitas dela. — Você é a visão mais linda que eu já tive. E olha que a vista daqui é espetacular.
Leah riu, mas o riso morreu quando eu me posicionei atrás dela. Eu ainda estava de bermuda de banho.
— Levanta um pouco. — Ordenei, segurando os quadris dela.
Ela obedeceu, ficando de quatro sobre a espreguiçadeira, os joelhos afundando no estofado macio. O sol batia diretamente nas costas dela, iluminando cada curva. Era uma imagem sagrada e profana ao mesmo tempo.
Abaixei minha bermuda, libertando-me. Eu já estava duro como pedra desde que a vi deitada ali.
Ela sorriu, aquele sorriso tranquilo que ela só mostrava quando estava realmente em paz.
Ela tocou meu rosto com a mão molhada.
— Há alguns meses, eu achava que minha vida estava definida. Trabalho, casa, solidão. E agora... estou aqui. Com você.
— A vida sabe o que faz. — Beijei a palma da mão dela. — Sou grato pelas mudanças que tive, graças a você.
Aproximei meu corpo do dela. A água anulava a gravidade, fazendo tudo parecer mais leve. Envolvi a cintura dela com minhas mãos debaixo d'água, puxando-a para mim. Ela flutuou, e instintivamente cruzou as pernas ao redor da minha cintura.
— Me beija. — Ela pediu.
Eu a beijei. Um beijo com gosto de champanhe e cloro. Minhas mãos exploraram as costas dela, descendo até as nádegas, apertando-as. Ela se pressionou contra a minha ereção, roçando-se em mim através da água.
— Aqui? — Perguntei, interrompendo o beijo.
— Aqui. — Ela confirmou, mordendo meu lábio inferior. — Agora.
Com a ajuda da flutuabilidade, eu a ergui um pouco e a posicionei. Não precisei fazer força. Ela desceu sobre mim, me engolindo devagar. A sensação da água nos cercando, a pressão, o calor interno dela... era alucinante.
Começamos a nos mover devagar. A água criava uma resistência natural que tornava cada movimento mais controlado, mais sensual.
Leah jogou a cabeça para trás, apoiando-se na borda da piscina, os cachos molhados caindo como uma cascata escura. O céu violeta acima dela a fazia parecer uma sereia, uma criatura mítica que eu tinha capturado.
— Markus... — Ela gemeu baixinho. — É tão profundo...
Segurei as bordas da piscina ao lado dos braços dela, prendendo-a ali, e aumentei o ritmo. A água chapinhava ao nosso redor, criando ondas que batiam contra o vidro da borda infinita e transbordavam para o mar lá embaixo.
Fizemos amor enquanto o sol sumia e as primeiras estrelas apareciam. Foi terno, foi úmido e foi incrivelmente íntimo, como se fôssemos as duas únicas pessoas no universo, flutuando no nosso próprio cosmos particular.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!