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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 3

LEAH HAMPTON

O carro parou na entrada do edifício. Eu reconhecia o endereço, era um prédio comercial novo e sofisticado que tinha um terraço famoso pela vista. O local fazia sentido para um baile de gala.

Alex estava esperando na calçada e vestia um smoking.

— Alex? — Chamei, descendo do carro com cuidado para não sujar a barra do vestido. — O que você está fazendo aqui fora?

— Fui designado como o comitê de boas-vindas. — Ele disse, piscando. — Para escoltar a mulher mais bonita da noite, já que meu cunhado está ocupado lá em cima recebendo os convidados.

— Ah, entendi. — Olhei para trás, procurando Stella e Lizzy.

As duas já estavam fora do carro, segurando suas bolsas de mão.

— Leah, o Alex vai te acompanhar. — Stella disse, apressada. — Eu e a Lizzy precisamos correr para trocar de roupa. Lembra? O código de vestimenta.

— Vocês não vão nem entrar comigo?

— A gente se encontra lá em cima em cinco minutos! — Lizzy gritou, já arrastando Stella pela calçada em direção a uma entrada de serviço lateral. — Vai com o Alex!

Balancei a cabeça, rindo.

— Vamos? — Alex ofereceu o braço para mim e aceitei. — Você está linda, Leah. — Alex comentou enquanto caminhávamos para os elevadores.

— Obrigada, Alex. Você também não está nada mal. Esse smoking é novo?

— Sim. Para combinar com a ocasião especial. — Ele apertou o botão do elevador no último andar: Terraço Jardim.

— Ninguém me avisou que seria aqui. — Comentei, olhando para o painel luminoso. — Eu achei que seria no salão.

— Mudança de planos. — Alex sorriu enigmático.

O elevador subiu rápido.

Quando as portas se abriram não fui recebida pelo barulho de conversas ou uma orquestra tocando jazz de fundo. Mas sim pelo som de violinos.

Dei um passo para fora.

Havia um corredor de pétalas brancas no chão. Cadeiras brancas alinhadas de ambos os lados, ocupadas por pessoas que se viraram para me olhar.

Havia um arco de flores no final do corredor, orquídeas brancas e tulipas vermelhas.

E embaixo do arco, parado com as mãos cruzadas na frente do corpo, estava Markus. Ele usava um smoking preto, e o olhar dele estava fixo em mim.

— Alex? — Sussurrei, apertando o braço dele com força. — O que está acontecendo? Isso parece um...

Alex colocou a mão sobre a minha, carinhosamente.

— Um casamento? — Alex completou. — É porque é.

Arregalei os olhos, virando o rosto para ele.

— O quê? O que estou fazendo aqui?

— Estou levando minha irmã ao altar. Acho que isso significa que você está se casando.

Antes que eu pudesse processar a informação, ouvi passos rápidos atrás de mim.

Stella e Lizzy apareceram. Elas não tinham trocado de vestido, ainda estavam com os vestidos de festa.

Stella segurava um véu longo. Lizzy segurava um buquê de tulipas brancas e vermelhas.

— Surpresa! — Stella sussurrou, prendendo o véu no meu cabelo.

— Agora sim. — Lizzy me entregou o buquê, ajeitando a seda do meu vestido. — Agora você parece uma noiva.

— Vocês sabiam? — Minha voz saiu estrangulada. — O tempo todo?

— Claro que sabíamos. — Stella me deu um beijo rápido na bochecha, segurando as lágrimas. — Você está linda.

— Obrigado, James Bond.

Mark olhou para mim e abriu um sorriso banguela.

— Eu também guardei segredo, mamãe! — Ele soltou, orgulhoso.

Ri alto, abaixando-me rapidamente para beijar a testa dele.

— Você foi perfeito, meu amor. O melhor agente secreto do mundo.

Voltamos a nos endireitar. Markus deslizou a aliança no meu dedo. Eu fiz o mesmo com ele.

— Eu, Markus, recebo a ti, Leah... — Ele disse os votos.

— Eu, Leah, recebo a ti, Markus... — Repeti, sentindo cada palavra na minha alma.

— Pelo poder investido em mim... eu vos declaro marido e mulher.

Antes que o juiz pudesse dizer "pode beijar a noiva", ouvimos palmas.

Lentas. Irônicas. Vindo do fundo do corredor.

Todos se viraram.

Patrícia estava parada na entrada do terraço.

Ela vestia um vestido vermelho sangue, justo e decotado, que dizia "olhem para mim".

— Bravo. — Ela disse, alto o suficiente para todos ouvirem. — Que cena tocante.

Markus me puxou para trás dele, colocando seu corpo como escudo entre mim e ela, como se Patrícia fosse uma ameaça a minha integridade física.

— O que você está fazendo aqui, Patrícia?

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