MARKUS BLACKWOOD
TRÊS SEMANAS DEPOIS...
Vinte e um dias de mentiras, desvios de rota, reuniões falsas e uma quantidade absurda de mensagens de texto apagadas.
Se alguém me dissesse há um ano que eu, Markus Blackwood, estaria vivendo uma vida dupla apenas para planejar um casamento, eu teria rido. Mas aqui estava eu, no dia mais importante da minha vida.
Aquele jantar de reconciliação, três semanas atrás, tinha sido minha salvação. O risoto de cogumelos ficou um pouco salgado demais, mas o arranjo de orquídeas e tulipas no centro da mesa fez o trabalho pesado. Leah chorou. Ela se sentiu culpada por desconfiar de mim, e eu me senti o pior ser humano do mundo por deixá-la se sentir culpada, quando, na verdade, eu estava mesmo escondendo algo.
Mas valeu a pena. A desconfiança dela evaporou naquela noite.
Para cobrir meus rastros nas semanas seguintes, tive que recrutar outros aliados. Damian virou meu álibi número um.
— "Vou sair com o Damian para ver um sistema de segurança novo para a casa dele." — Eu dizia.
Na verdade, estávamos indo provar o bolo.
Alex virou o álibi número dois.
— "O Alex me chamou para ver o jogo." — Eu mentia.
Na verdade, estávamos escolhendo as músicas com a banda.
Eles foram perfeitos. Damian, com sua cara de poucos amigos, intimidava qualquer fornecedor que tentasse atrasar o prazo. Alex, com seu charme, garantia que tudo tivesse a classe que a Leah merecia.
E agora, tudo estava pronto.
Estávamos na suíte presidencial que eu tinha alugado para servir de "QG do Noivo". O casamento seria no terraço jardim, a poucas quadras dali.
Olhei-me no espelho de corpo inteiro.
O smoking era preto, clássico, a camisa branca, e a gravata borboleta.
Mark estava parado na porta do quarto, vestindo uma versão em miniatura do meu smoking. Ele estava segurando uma almofada de veludo vazia, treinando sua função de portador das alianças.
Sorri, ajeitando a lapela dele.
— E se ela odiar? — Perguntei, virando-me para os meus cunhados e para o meu filho. — E se ela quisesse ter provado o bolo? E se ela disser "não" na frente de duzentas pessoas porque eu roubei o direito dela de planejar o próprio casamento?
Damian riu.
— Você está complicando. A Leah te ama. Você está dando a ela um conto de fadas sem o estresse de organizar o conto de fadas. É o sonho de qualquer noiva sã.
— Além do mais... — Alex apontou para mim. — ...olha para você. Está claro o quanto você se importa. Ela vai ver isso.
Respirei fundo, ajeitando as abotoaduras de ouro. Eles estavam certos. Eu tinha feito tudo com amor.
— Ok. — Falei, endireitando a postura. — Vamos fazer isso.
— Vamos casar o papai! — Mark gritou, pulando na cama antes de ser repreendido por Damian para não amassar o terno.
Saímos da suíte e fomos para a limusine que nos levaria ao jardim secreto.
Em menos de uma hora, a Dra. Leah Hampton entraria por aquela porta. E se tudo desse certo, ela sairia de lá como a Sra. Blackwood.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!