LEAH HAMPTON
— Só se você me convencer de que vale a pena. — Desafiei.
Markus não precisou de mais incentivo. Ele atacou minha boca com uma fome devastadora. Foi um beijo profundo, molhado e possessivo. As mãos dele desceram para a minha cintura, apertando com força, me puxando para ele até que não houvesse nem um milímetro de ar entre nós.
O elevador parou.
Ele nem esperou. Me pegou no colo, minhas pernas envolveram a cintura dele automaticamente, e saiu do elevador me carregando. Enterrei o rosto no pescoço dele, inalando aquele cheiro que era minha droga favorita.
Ele chutou a porta do quarto e nos levou direto para a cama king size macia que eu tinha ocupado sozinha nas últimas noites.
Markus me deitou no colchão e ficou sobre mim, apoiando-se nos cotovelos para não me esmagar.
— Você é minha, Leah. Minha noiva. Minha mulher. Minha vida.
— Sou. — Confirmei, puxando a gravata dele para desfazê-la. — Agora cala a boca e tira essa roupa.
Quando ele tirou meu vestido, beijou cada pedaço de pele exposta, meu ombro, a curva do meu seio, meu ventre, murmurando coisas desconexas sobre o quanto sentiu minha falta.
Quando finalmente nos unimos, foi como voltar para casa depois de uma longa viagem. Eu gemi o nome dele, arranhando suas costas, e ele respondeu com estocadas profundas e ritmadas que me fizeram esquecer qualquer desconfiança.
Naquele momento, suados, ofegantes e entrelaçados nos lençóis bagunçados, tudo parecia certo.
— Eu te amo. — Ele sussurrou no meu ouvido quando o clímax nos atingiu.
— Eu te amo. — Respondi, sentindo as lágrimas de alívio nos olhos.
Depois, ficamos deitados no escuro. Markus me puxou para o peito dele, me cobrindo com o edredom.
— Nunca mais me mande para o sofá. — Ele murmurou, já meio adormecido, beijando meu cabelo. — Prefiro dormir na banheira.
— Se você se comportar, pode ficar na cama. — Brinquei, traçando linhas imaginárias no peito dele.
Ele riu fraco e, em poucos minutos, a respiração dele ficou pesada e regular. Ele tinha apagado.
Fiquei ouvindo o coração dele, sentindo a paz voltar.
Levantei-me devagar para não acordá-lo. Precisava beber água e ir ao banheiro.
Por que ele compraria um arranjo de quatrocentos dólares? E porque eu não recebi essas flores? Pra quem eram?
O papel tremeu na minha mão.
Sábado à tarde. Ele sumiu. Mentiu sobre oficina. Estava em uma floricultura. Comprou flores que claramente não foram para mim.
Olhei para Markus dormindo na cama, parecendo um anjo inocente.
Será que ele estava se encontrando com outra mulher?
"Não, ele te ama. Vocês acabaram de fazer amor como loucos", minha razão gritou.
"Mas ele mentiu", minha insegurança sussurrou de volta. "E ele comprou flores que não vieram para você."
Dobrei o recibo e o guardei no bolso da camisa que eu vestia.
A paz da noite tinha acabado. O sofá podia ter ficado para trás, mas a desconfiança tinha voltado, e com muitos mais espinhos. Eu ia descobrir quem merecia aquelas orquídeas. E se fosse o que eu estava pensando, Markus Blackwood desejaria ter ficado no sofá para sempre.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!