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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 3

MARKUS BLACKWOOD

Terça-feira à noite. Minha quarta noite no sofá.

Minha coluna parecia ter envelhecido vinte anos. Eu andava pelos corredores do hospital com a postura ligeiramente curvada.

Eu precisava sair daquele sofá. Hoje.

Mas, mais importante do que a minha saúde lombar, eu tinha um casamento para planejar. E o item "Menu do Buffet" estava piscando em vermelho na minha lista de tarefas mentais.

O chef Henri, um francês temperamental que comandava o buffet mais exclusivo de Manhattan, precisava da aprovação final até sexta-feira. Eu não podia escolher sozinho.

Então, bolei um plano. Um plano arriscado, mas brilhante.

Liguei para Leah no meio da tarde.

— Dra. Hampton. — Ela atendeu no segundo toque. Mas ainda estava claramente brava.

— Oi, amor. Sou eu.

Ouvi um suspiro do outro lado.

— O que você quer, Markus? Estou entre duas rondas.

— Jantar. Comigo. Hoje.

— Markus, eu não estou no clima para encontros românticos enquanto você continua agindo de forma suspeita.

— Não é romântico. — Mentir estava se tornando uma segunda natureza assustadora para mim esta semana. — Preciso da sua consultoria. Estou pensando em trocar a empresa que fornece a alimentação da ala VIP e da diretoria do hospital. Quero elevar o nível. Encontrei um restaurante que pode ser o parceiro ideal, mas preciso de uma segunda opinião palatável.

Eu sabia que tinha tocado no ponto fraco dela.

— Você quer levar comida gourmet para o hospital? — Ela perguntou, cética.

— Para a ala privada e eventos, sim. O lugar se chama L’Orangerie. Consegui uma degustação exclusiva hoje à noite. Eles vão fechar uma sala só para nós.

— L’Orangerie? Aquele restaurante que tem lista de espera de seis meses?

— O dono do hospital fura filas, Dra. Hampton. — Usei meu tom mais persuasivo. — Por favor. É trabalho. E eu prometo que te deixo em paz depois. Se você quiser, eu durmo no tapete hoje.

Ela riu. Foi um som curto, mas foi uma risada.

— Ok, Sr. Blackwood. Mas se for uma desculpa para tentar me seduzir com vinho caro, saiba que meu preço é mais alto que um Merlot.

— Anotado. Nos vemos às oito.

Desliguei. Fase 1 concluída.

Leah provou. Fechou os olhos e gemeu baixinho. Aquele som fez meu sangue esquentar e desviar para lugares bem ao sul do meu cérebro.

— Ok. — Ela abriu os olhos. — Isso é divino. Se você colocar isso no hospital, os pacientes nunca mais vão querer ter alta.

— Você acha que agrada a maioria? Ou é muito... exótico?

— Agrada. É suave, mas saboroso.

Segundo prato: Cordeiro em crosta de ervas com risoto de açafrão.

Enquanto comíamos, o Chef Henri voltou à mesa, nervoso, torcendo um pano de prato nas mãos.

— O cordeiro, mademoiselle? Está no ponto?

— Perfeito, Chef. Desmancha na boca. — Leah elogiou.

— Merveilleux. — Henri sorriu. — E a senhora acha que... para um serviço de, digamos, duzentas pessoas... a temperatura se manteria?

Leah parou com o garfo no ar e franziu a testa.

— Duzentas pessoas?

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