MARKUS BLACKWOOD
Quando levantei para depor.
Caminhei até a cadeira das testemunhas. Jurei dizer a verdade.
Dr. Aris se aproximou.
— Sr. Blackwood, vamos abordar a acusação de instabilidade. Qual é a sua relação com a Dra. Leah Hampton?
Olhei diretamente para o juiz.
— A Dra. Hampton não é uma "namorada passageira". Ela é uma mulher de caráter inquestionável. E, mais importante, ela é minha noiva.
O advogado de Patrícia franziu a testa, virando pra olhá-la.
— Noiva? — O juiz Caldwell perguntou, olhando por cima dos óculos.
— Sim, Excelência. Ela mora comigo. Nossas vidas estão fundidas. Não há "porta giratória" de mulheres na minha casa. Existe Leah. E existe o Mark.
— E sobre a mãe biológica? — Aris perguntou.
— Patrícia não foi forçada a ir para o exterior. Ela foi para Dubai para se casar com o namorado, deixando o Mark sob minha responsabilidade total, sem sequer aviso prévio, apenas o abandonou na minha porta e foi embora. Durante esses meses, ela ligou para o filho exatamente quatro vezes. Quatro vezes em mais de 120 dias.
— E como foi quando ela voltou
— Ela voltou porque o noivado acabou. Ela não tem emprego. Nem tem residência fixa em Nova York. Ela invadiu meu prédio, tentou coagir porteiros e gritou com meu filho dentro da própria casa dele porque ele se recusou a ir com ela.
— Gritou? — Meu advogado perguntou e vi o juiz anotar algo.
— Sim. O Mark tem medo dela. Ele relata constantemente que ela grita quando ele faz "coisas de criança", como derrubar algo ou querer brincar. Ele não vê a mãe como um porto seguro, e sim como uma fonte de estresse.
Vance tentou intervir no contra-interrogatório, questionando a veracidade do noivado, sugerindo que era uma manobra de última hora.
— Sr. Blackwood, o senhor pediu a Dra. Hampton em casamento convenientemente dois dias antes desta audiência, correto?
— Eu a pedi em casamento porque a amo e nós já morávamos juntos a meses. — Respondi, sem vacilar. — O timing foi acelerado pela necessidade de proteger meu filho da instabilidade da sua cliente, sim. Mas nosso compromisso é verdadeiro e definitivo.
Leah foi chamada a seguir.
— Devido à natureza das acusações de ambos os lados e considerando a maturidade relatada da criança, eu decidi tomar uma medida excepcional. Por isso, quero ouvir o Mark. — O juiz declarou.
O advogado se Patrícia se levantou.
— Excelência, a criança tem quatro anos! Colocá-lo no estrado é traumático!
— Eu não vou colocá-lo no estrado diante desta plateia. — Caldwell respondeu, seco. — Vou conversar com ele nos meus aposentos. Apenas eu, a criança e a assistente social que já está com ele. Os advogados podem observar pelo monitor, sem áudio, para garantir a integridade física. Os pais aguardarão aqui.
— Mas, excelência, isso é absurdo! — Vance tentou intervir novamente.
— É minha decisão, Dr. Vance. O tribunal entra em recesso por vinte minutos.
O juiz se levantou e saiu por uma porta lateral.
— Agora só nos resta esperar. — Leah sussurrou ao meu lado.
— Vai dar tudo certo, amor. — Beijei a mão dela e sorri.
Sei que a opinião de Mark não mudou, acho que nossas chances aumentarão depois que o juiz falar com ele.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!