LEAH HAMPTON
— Casar? — A palavra saiu da minha boca num sussurro incrédulo. Afastei-me um centímetro, apenas o suficiente para encarar o rosto de Markus. — Você está me pedindo em casamento? — Insisti, sentindo meu coração bater um ritmo irregular.
— Na verdade, estou sondando o terreno. — Ele respondeu, a voz rouca e baixa. Markus soltou uma das mãos da minha cintura para afastar uma mecha de cabelo do meu rosto. — Não precisamos nos casar agora. Nem precisamos correr para o altar amanhã. Podemos ter um noivado longo. Cinco anos, se você quiser. O tempo que for necessário para você se sentir segura.
Um sorriso lento começou a curvar meus lábios.
— Se a pergunta fosse séria... — Comecei, ficando na ponta dos pés para roçar meu nariz no dele. — Se houvesse um anel, ou mesmo se fosse só uma promessa verbal feita na cozinha... a resposta seria sim.
— Sim? — Ele sussurrou.
— Sim. Eu me casaria com você. Em cinco anos ou cinco minutos.
— Então eu farei um pedido oficial em breve. Prepare-se.
— Eu vou esperar. — Prometi, passando os braços pelo pescoço dele.
— Mas enquanto o anel não vem... — Ele apertou minha cintura, puxando-me para mais perto, eliminando qualquer espaço entre nós. — Eu tenho um pedido imediato. O que acha de vir morar comigo definitivamente?
Suspirei, fingindo ponderar, embora a decisão já tivesse sido tomada no momento em que ele me deu a chave da sua casa.
— O apartamento... — Murmurei, olhando para o teto. — não quero me desfazer dele
— Alugue. — Ele rebateu rapidamente. — Alugue ou mantenha vazio. Não me importa. Eu só quero que você não more mais lá. Eu quero que sua casa seja aqui.
Fiz uma pausa dramática, mordendo o lábio inferior para esconder o sorriso, enquanto via a ansiedade brilhar nos olhos dele. Eu já tinha a resposta há semanas. Desde a primeira noite que dormi aqui, meu apartamento parecia apenas um depósito de roupas, não um lar.
— Tudo bem. — Falei, vagarosamente. — Eu me mudo.
Markus não respondeu com palavras. Ele rosnou, um som baixo e gutural de aprovação, e num movimento rápido, abaixou-se e passou o braço por trás dos meus joelhos, me erguendo do chão.
Soltei um gritinho de surpresa, rindo, e instintivamente entrelacei minhas pernas ao redor da cintura dele, cruzando os tornozelos nas suas costas.
Markus tirou a camiseta e a jogou longe. A pele dele estava quente, os músculos tensos sob a iluminação suave dos abajures. Ele me empurrou suavemente até que a parte de trás dos meus joelhos bateu no colchão, e eu caí sentada na cama.
Ele se ajoelhou entre as minhas pernas, ficando na minha altura.
Sem pressa. Ele beijou meu pescoço, mordiscando a pele sensível sob a orelha, fazendo meu corpo arquear involuntariamente. Suas mãos subiram pelas minhas coxas, empurrando o tecido do moletom para cima, expondo minha pele.
— Minha. — Ele sussurrou contra a minha garganta, a barba roçando e causando arrepios deliciosos. — Você é minha.
Seu polegar deslizou para dentro do cós da calça, a palma quente acariciou meu ventre. Fechei os olhos e deitei, entregue à sensação.
Markus subiu na cama comigo e os dedos dele desceram mais, ultrapassando o elástico da calcinha de renda. Ele traçou a linha da virilha, provocando, antes de deslizar os dedos para onde eu estava úmida e esperando por ele.
— Aaahh... — O gemido escapou dos meus lábios, alto e sem vergonha, vibrando no quarto silencioso.
Markus sorriu contra a minha pele, sentindo minha reação, e aprofundou o toque, reivindicando-me da única forma que importava naquele momento. Enquanto me desfazia sob as mãos dele, eu soube que já estava em casa.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!