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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 3

MARKUS BLACKWOOD

A volta para casa foi tranquila. Mark dormiu no banco de trás na metade do caminho. Leah estava quieta, olhando pela janela, com uma expressão pensativa que eu não conseguia interpretar.

— Eu vou dar um banho rápido nele para tirar a terra do parque. — Leah sussurrou assim que entramos no apartamento, pegando Mark no colo, que resmungou algo.

— Quer ajuda? — Perguntei, colocando as chaves na bancada.

— Não precisa. Aproveita para relaxar um pouco.

Ela subiu as escadas.

Fui até o bar e servi um copo de uísque. Meu celular, que deixei sobre a ilha da cozinha, vibrou.

Peguei o aparelho, esperando ser algo do hospital.

Não era.

Era uma mensagem de um número desconhecido.

Deslizei a tela para desbloquear. Eram fotos. Tirada com uma lente de longo alcance.

A foto mostrava Leah no Central Park, hoje à tarde. Primeiro nós três tomando sorvete. Depois eles se escondendo na árvore. Por último, ela estava carregando Mark no colo. A cabeça dele estava no ombro dela e os olhos fechados. O rosto de Leah estava virado para ele, com uma expressão de ternura.

Era uma imagem linda.

Mas o contexto a tornava aterrorizante. Alguém estava nos seguindo. Alguém estava a metros de distância da minha namorada e do meu filho, invadindo nossa privacidade, catalogando nossos movimentos.

Abaixo da foto, uma legenda curta:

"Babás são temporárias. Mães são eternas. E juízes conservadores não gostam de mulheres solteiras brincando de casinha com o filho dos outros enquanto a mãe biológica chora de saudade. Prepare-se."

Patrícia.

Ela contratou um detetive e estava montando um dossiê.

Já entendi o jogo dela. Alienação parental? Exposição do menor a relacionamentos instáveis?

Ela ia dizer que eu estava introduzindo mulheres aleatórias na vida do Mark, confundindo a cabeça dele, enquanto a "mãe amorosa" tentava recuperar o contato.

"Namorar" não era mais suficiente.

Leah olhou para a imagem. Vi os olhos dela se estreitarem.

— Ela contratou um detetive particular. — Expliquei. — Alguém estava nos seguindo hoje.

Leah soltou o ar devagar, mas, para minha surpresa, ela não parecia chocada com a foto.

— Eu sabia. Eu vi ele.

— Você viu?

— No parque. Enquanto brincávamos de esconde-esconde. — Ela olhou nos meus olhos, séria. — Quando eu o encarei, ele guardou o equipamento e saiu apressado.

— Leah... — Senti um aperto no peito. — Por que você não me contou na hora?

— Porque você já estava tenso. — Ela tocou meu rosto, acariciando. — Eu não queria estragar o momento. Mark estava tão feliz...

Fechei os olhos por um segundo, encostando a testa na dela.

— Você tem razão. Eu teria surtado. — Admiti. Soltei as mãos dela e envolvi sua cintura, puxando-a para colar seu corpo ao meu. — Voltando a falar sobre nós.. Leah você se casaria comigo?

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