LEAH HAMPTON
Senti a cabeça dele forçando a entrada, esticando-me, abrindo espaço onde antes não havia nada. Fechei os olhos e soltei um gemido longo quando ele deslizou para dentro, centímetro por centímetro. Era uma sensação de preenchimento total, uma pressão deliciosa que irradiava para o meu ventre.
— Olhe para mim, Leah. — Ele pediu.
Abri os olhos. Ele estava me observando com uma intensidade feroz, monitorando cada reação minha enquanto enterrava-se fundo.
Quando ele chegou ao final, quando nossos corpos estavam completamente encaixados, ele parou por um segundo.
— Perfeito. — Ele gemeu. — O encaixe é perfeito.
Abracei as costas dele com minhas pernas, puxando-o mais para mim, eliminando qualquer espaço que sobrasse.
Markus começou a se mover.
O ritmo era lento no início. Ele recuava quase até sair, deixando-me vazia e ansiando por ele, e então voltava com uma estocada longa e firme que atingia o ponto exato lá no fundo.
— Ah, Markus... — Minha cabeça caiu para trás no travesseiro. A fricção era insana. — Isso é... incrível.
— Você é tão apertada. — Ele sussurrou no meu ouvido, a voz arrastada. — Tão quente.
O som de pele batendo contra pele começou a preencher o quarto, misturado com nossas respirações irregulares. O suor começou a se formar nas costas dele, e eu passei as mãos pelos ombros largos, cravando as unhas, sentindo os músculos se contraírem e relaxarem a cada movimento.
Aos poucos, a lentidão deu lugar a uma necessidade mais primitiva.
Markus aumentou a velocidade. As estocadas ficaram mais fortes, mais profundas. Ele segurou meus pulsos e os prendeu acima da minha cabeça, dominando-me, deixando-me completamente exposta e vulnerável ao prazer que ele me dava.
— A partir de agora você é minha. — Ele rosnou, metendo forte contra mim. — Diga.
— Eu sou sua. — Respondi, ofegante, minha mente girando. — Inteiramente sua.
A sensação de tê-lo dentro de mim, tão grande e tão poderoso, estava me levando para um lugar onde eu não conseguia mais pensar. Só existia sensação. O ardor bom, o preenchimento, o atrito delicioso que mandava choques elétricos pela minha espinha.
— Markus... mais forte... — Pedi, levantando os quadris para encontrá-lo.
Ele obedeceu. Soltou meus pulsos e segurou minha cintura, firmando-me no colchão para poder ir mais fundo e mais rápido.
Ele riu, uma vibração profunda que eu senti na ponta dos dedos.
— "Bom" é pouco. — Ele beijou o topo da minha cabeça. — Isso foi... necessário. Vital.
Levantei o rosto para olhar para ele. O cabelo dele estava bagunçado, caindo na testa. Os olhos estavam suaves, sem aquela dureza que ele carregava no trabalho. Ele parecia em paz.
— No que pensas, doutora bonita? — Ele perguntou, traçando o contorno do meu rosto com o dedo.
— Só que... — Murmurei, aconchegando-me mais nele. — Domingos não vão ser suficientes.
— Definitivamente não. — Ele sorriu, era um sorriso lindo e preguiçoso. — Eu vou querer todas as noites da semana.
— Precisaria de mais tempo livre do que temos. — Brinquei, passando a perna por cima da dele.
— Nós vamos dar um jeito. — Ele me apertou mais, beijando minha testa.
Fechei os olhos, sentindo o cheiro dele, o calor dele, a segurança dos braços dele. O silêncio não era solitário. Era compartilhado. Era nosso. E eu tinha certeza absoluta, que aquela noite era apenas o começo de muitas outras.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!