LEAH HAMPTON
Quando ele fechou a porta foi o sinal definitivo de que isso aconteceria mesmo. Aqui dentro, sob a luz âmbar e trêmula das velas que eu tinha acendido apressadamente, restava apenas o essencial: um homem, uma mulher e uma tensão sexual que já durava tempo demais.
Eu não estava mais com o vestido. Enquanto ele lavava a louça, eu tinha trocado por algo que não exigisse paciência para ser removido e que fosse bastante estimulante aos olhos. Eu usava apenas um body de renda preta, cavado, transparente nos lugares certos, que deixava minhas pernas completamente expostas e destacava a curva da minha cintura.
Markus se virou. Quando seus olhos me encontraram no centro da cama, o ar pareceu ser sugado dos pulmões dele.
Ele parou, a mão ainda na maçaneta, como se precisasse de um segundo para processar a visão. Ele parecia grande naquele quarto. Imponente. Masculino de uma forma que fazia minha boca secar.
— A louça está lavada. — Ele disse, a voz saindo num registro grave, quase um rosnado baixo.
— Ótimo. — Sorri, sentindo meu coração bater forte e pesado contra as costelas, um tambor anunciando a chegada dele.
Não esperei que ele viesse até mim. A energia no quarto era magnética, exigindo movimento. Levantei-me da cama e caminhei até ele. Parei a centímetros dele, perto o suficiente para sentir o calor que emanava do corpo dele, misturado com o cheiro de sabão de limão e o perfume amadeirado natural da pele dele.
Markus não se moveu, mas seus olhos, escuros e dilatados, percorriam cada centímetro da renda preta, devorando a visão da minha pele exposta.
— Você é linda demais. — Ele murmurou, e a sinceridade rouca na voz dele me fez tremer. — Absurdamente linda.
Levei as mãos à fivela do cinto dele.
— Shh. — Sussurrei, olhando nos olhos dele. — Sem conversas agora, Markus.
Desfiz a fivela, abri o botão da calça social e baixei o zíper devagar. Ele prendeu a respiração, a cabeça inclinou-se para trás e os olhos se fecharam enquanto ele lutava para manter o controle.
Empurrei o tecido da calça e da boxer para baixo, libertando-o.
Minha respiração falhou. Ele já estava duro, pesado e pulsante. A visão da ereção dele, tão óbvia, tão reativa à minha presença, me encheu de uma sensação de poder e fome.
— Markus... — O nome dele saiu num suspiro. — Você é grande em todos os lugares.
Ele abriu os olhos, olhando para baixo, me vendo ajoelhar diante dele. A expressão no rosto dele era uma mistura de tormento e êxtase.
— Leah... — Ele avisou, a voz falhando. — Eu estou no limite.
Ignorei o aviso. Inclinei-me para frente e deixei meus lábios roçarem a ponta, apenas um toque leve e provocante. Senti os músculos das coxas dele ficarem rígidos sob minhas mãos e o assisti desabotoar a camisa e se livrar dela, ficando completamente nu para mim.
Abri a boca e o envolvi.
Ele tinha gosto de pele e desejo. Era quente, vivo. Usei a língua para explorar, circulando, sentindo a textura dele e a pulsação forte que batia contra meu céu da boca.
Senti a ponta dele roçando na minha entrada, que já estava úmida e dolorosamente pronta para ele.
Mas ele parou.
Markus respirou fundo, trincando o maxilar, e desceu da cama para alcançar a calça que tinha ficado no chão. Ele tateou o bolso, tirou a carteira e pegou um preservativo prateado.
Com movimentos rápidos, mas ligeiramente trêmulos pela urgência, ele rasgou o pacote e se protegeu.
— Pronto. — Ele sussurrou, voltando a se posicionar entre minhas pernas.
Markus segurou meu rosto com as duas mãos, os polegares acariciando minhas bochechas, obrigando-me a olhar para ele.
— Pronta?
— Completamente. — Afirmei, roubando um selinho.
E ele empurrou.
Não foi rápido. Foi uma invasão lenta, controlada e devastadora. Minha ânsia por esse momento não perdia em nada para a realidade.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!