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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 3

LEAH HAMPTON

A cobertura de Markus Blackwood era exatamente como eu imaginava: impressionante, cara e fria. Muito preto e cinza. A vista era de tirar o fôlego.

— Bem-vinda a nossa morada. — Markus disse, fechando a porta atrás de nós.

— É lindo. — Falei, sincera. — E um pouco perigoso para uma criança, não? Todas essas quinas...

— Já mandei colocar proteção em tudo.

Mark, revigorado pela mudança de cenário, pegou minha mão.

— Vem! Vem ver!

Ele me arrastou pelo corredor. Markus nos seguiu, com as mãos nos bolsos, parecendo um turista na própria casa.

O quarto de hóspedes tinha sido transformado. Havia uma cama com edredom de super-herói, uma montanha de Legos no canto e desenhos colados na parede com fita crepe azul.

— Uau. — Exclamei. — Isso é muito legal, Mark.

Ele me mostrou cada brinquedo. Cada desenho. Eu sentei no chão com ele, ouvindo atentamente.

Depois de meia hora, Mark começou a coçar os olhos e ficar irritadiço.

— Hora do banho e soneca. — Markus anunciou, olhando para o relógio.

— Eu não quero banho! — Mark protestou, mas sem muita força.

— Você está cheiroso de queijo parmesão, garoto. Banho. Agora.

Markus pegou o filho no colo e o levou para o banheiro.

— Leah, fique à vontade. — Ele disse por cima do ombro. — Eu volto em dez minutos. Tem vinho na adega climatizada na sala, se você quiser.

— Estou bem com água.

Fiquei na sala, olhando pela janela enorme.

Dez minutos depois, ouvi a porta do quarto fechar.

Passos no corredor.

Virei-me.

Markus apareceu. Ele tinha tirado o casaco. As mangas do suéter preto estavam puxadas até os cotovelos, revelando antebraços fortes. Havia uma mancha de água escura na frente do suéter e o cabelo dele estava levemente úmido e despenteado.

— Ele apagou? — Perguntei, baixinho.

— Como uma pedra. — Markus passou a mão pelo cabelo. — Está limpo, de pijama e dormindo. Missão cumprida.

Ele caminhou até mim. A atmosfera na sala mudou instantaneamente.

Ele beijava com controle, intensidade e dominância total. Minha cabeça girou. Eu me senti derreter contra ele, minhas defesas caindo uma a uma.

Quando ele se afastou, ambos estávamos ofegantes. Os olhos dele estavam escuros, dilatados e focados nos meus.

Ele manteve a testa encostada na minha e as mãos ainda segurando meu rosto.

— Apenas agradável? — Ele perguntou, a voz rouca.

Tentei recuperar o fôlego, sentindo meus lábios formigarem.

— Incrível.— Me corrigi.

Ele soltou uma risada curta, aliviada, e me deu um selinho rápido antes de se afastar um pouco, criando uma distância segura.

Ficamos nos olhando naquele silêncio, onde muitas palavras queriam ser ditas.

— Domingo que vem? — Ele perguntou.

Não hesitei. Não havia dúvida nenhuma na minha mente. A "ligação" entre nós era forte demais para ser ignorada e tentadora demais para ser recusada.

— Domingo que vem. — Confirmei.

Markus sorriu, aquele sorriso largo que transformava o rosto dele.

Eu mal podia esperar pelo próximo domingo.

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