LEAH HAMPTON
A cobertura de Markus Blackwood era exatamente como eu imaginava: impressionante, cara e fria. Muito preto e cinza. A vista era de tirar o fôlego.
— Bem-vinda a nossa morada. — Markus disse, fechando a porta atrás de nós.
— É lindo. — Falei, sincera. — E um pouco perigoso para uma criança, não? Todas essas quinas...
— Já mandei colocar proteção em tudo.
Mark, revigorado pela mudança de cenário, pegou minha mão.
— Vem! Vem ver!
Ele me arrastou pelo corredor. Markus nos seguiu, com as mãos nos bolsos, parecendo um turista na própria casa.
O quarto de hóspedes tinha sido transformado. Havia uma cama com edredom de super-herói, uma montanha de Legos no canto e desenhos colados na parede com fita crepe azul.
— Uau. — Exclamei. — Isso é muito legal, Mark.
Ele me mostrou cada brinquedo. Cada desenho. Eu sentei no chão com ele, ouvindo atentamente.
Depois de meia hora, Mark começou a coçar os olhos e ficar irritadiço.
— Hora do banho e soneca. — Markus anunciou, olhando para o relógio.
— Eu não quero banho! — Mark protestou, mas sem muita força.
— Você está cheiroso de queijo parmesão, garoto. Banho. Agora.
Markus pegou o filho no colo e o levou para o banheiro.
— Leah, fique à vontade. — Ele disse por cima do ombro. — Eu volto em dez minutos. Tem vinho na adega climatizada na sala, se você quiser.
— Estou bem com água.
Fiquei na sala, olhando pela janela enorme.
Dez minutos depois, ouvi a porta do quarto fechar.
Passos no corredor.
Virei-me.
Markus apareceu. Ele tinha tirado o casaco. As mangas do suéter preto estavam puxadas até os cotovelos, revelando antebraços fortes. Havia uma mancha de água escura na frente do suéter e o cabelo dele estava levemente úmido e despenteado.
— Ele apagou? — Perguntei, baixinho.
— Como uma pedra. — Markus passou a mão pelo cabelo. — Está limpo, de pijama e dormindo. Missão cumprida.
Ele caminhou até mim. A atmosfera na sala mudou instantaneamente.
Ele beijava com controle, intensidade e dominância total. Minha cabeça girou. Eu me senti derreter contra ele, minhas defesas caindo uma a uma.
Quando ele se afastou, ambos estávamos ofegantes. Os olhos dele estavam escuros, dilatados e focados nos meus.
Ele manteve a testa encostada na minha e as mãos ainda segurando meu rosto.
— Apenas agradável? — Ele perguntou, a voz rouca.
Tentei recuperar o fôlego, sentindo meus lábios formigarem.
— Incrível.— Me corrigi.
Ele soltou uma risada curta, aliviada, e me deu um selinho rápido antes de se afastar um pouco, criando uma distância segura.
Ficamos nos olhando naquele silêncio, onde muitas palavras queriam ser ditas.
— Domingo que vem? — Ele perguntou.
Não hesitei. Não havia dúvida nenhuma na minha mente. A "ligação" entre nós era forte demais para ser ignorada e tentadora demais para ser recusada.
— Domingo que vem. — Confirmei.
Markus sorriu, aquele sorriso largo que transformava o rosto dele.
Eu mal podia esperar pelo próximo domingo.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!