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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 2

ALEXANDER HAMPTON

A resistência começou a desmoronar. O empresário responsável estava perdendo a batalha para o homem apaixonado.

— E o trabalho? — perguntei, mas a voz já não tinha tanta convicção.

— Larissa. — Ela disse o nome prontamente. — Ela é ótima, Alex. Você sabe que ela é. Ela segura as pontas quando você não está. Promova-a. Dê a ela um aumento generoso e o título de gerente geral. Contrate um assistente para ela. Coloque um administrador financeiro para cuidar dos números se você não confia nela com o dinheiro. Você é o dono, não o escravo do seu negócio.

— Você pensou em tudo, não é? — perguntei, um sorriso lento surgindo.

— Eu sempre consigo o que quero, Hampton. É o que eu faço. — Ela sorriu de volta, triunfante. — E então? O que me diz?

Puxei-a para baixo, beijando-a profundamente. Senti o gosto da vitória nos lábios dela e não me importei em perder. De alguma forma, eu sempre soube que faríamos essa e quantas viagens ela quisesse.

— Você é uma bruxa. — sussurrei contra a boca dela. — Uma bruxa linda e manipuladora.

— Isso é um sim?

— Isso é um sim. — admiti. — Mas... quando? Quando você quer fazer isso?

— Depende. — Ela se afastou um pouco, os olhos fixos nos meus. — Quando você quer casar?

— Eu poderia casar com você hoje mesmo. — confessei. — Agora. Aqui.

Lizzy riu, emocionada, e me beijou novamente.

— Eu aceitaria. — ela sussurrou. — Mas vamos fazer direito. Vamos fazer a viagem. E a última cerimônia... a oficial e legal... deveria ser nos Estados Unidos. Aqui em Nova York. Para encerrar com a família. Um grande final.

— O grand finale. — Concordei, gostando da ideia. Voltar para casa depois de um ano, e celebrar com as pessoas que amamos.

— Há quanto tempo você está pensando nisso? — perguntei, curioso. — Esse plano todo?

Ela corou levemente, desviando o olhar por um segundo.

— Uns meses. — admitiu.

Sorri, sentindo o peito expandir de orgulho e amor. Segurei o rosto dela, olhando no fundo daqueles olhos escuros que agora eram o meu norte.

— Temos um acordo, Srta. Winter. — declarei. — Faremos sua tão sonhada viagem. Vamos casar em todos os continentes. Vamos comer coisas estranhas e dormir em lugares duvidosos.

Ela soltou um gritinho de alegria e me abraçou, quase me sufocando.

— E... — acrescentei, segurando-a. — Vamos no próximo mês.

Ela parou, olhando para mim.

— Próximo mês?

— Então é isso. — ela murmurou, sonhadora. — Um mês. E depois, o mundo.

— O mundo. — confirmei, acariciando as costas dela por baixo da camisa.

— Você não vai fugir, né? — Ela perguntou, baixinho, uma última insegurança remanescente. — Quando a realidade bater. Quando tiver que deixar o café. Quando tiver que enfrentar meu pai.

Abracei-a com força, beijando o topo da cabeça dela.

— Lizzy... — falei, com a voz grave e séria. — Nada nem ninguém, vai me fazer fugir de você. Você é minha aventura, meu lar e meu destino. Eu estou nisso até o fim.

Senti ela sorrir contra a minha pele.

— Bom. Porque depois do primeiro casamento não terá mais escapatória.

— Eu não quero escapar. — Fechei os olhos, sentindo a paz absoluta. — Eu quero ser capturado.

— Isso quer dizer que agora somos noivos? — Ela sussurrou contra meu peito.

— Parece que sim. Gosto de como isso soa. — Sussurrei, acariciando o cabelo dela.

— Eu também gosto...

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