ELIZABETH WINTER
O mundo ainda estava girando. Minhas terminações nervosas pareciam estar em curto-circuito, disparando faíscas de prazer residual por todo o meu corpo. Me sinto líquida, derretida nos lençóis.
Meus braços doíam um pouco por mantê-los acima da cabeça, mas a gravata de seda verde nos meus pulsos era um lembrete constante de quem estava no comando agora. E, Deus, eu também adorava quando ele tomava o comando.
Abri os olhos devagar, a visão ainda um pouco turva.
Alex estava de pé ao lado da cama. Ele estava tirando a camisa branca, revelando o peito largo, os músculos definidos do abdômen cobertos por uma fina camada de pelos que descia em uma linha tentadora para dentro da calça social.
Ele jogou a camisa em algum lugar no chão. Suas mãos foram para a fivela do cinto, em seguida abriu o zíper, empurrou a calça e a boxer para baixo, chutando-as para longe.
Engoli em seco, minha boca subitamente seca novamente. Ele estava magnífico. Duro, grande, pronto. Veias saltavam sob a pele, pulsando com a mesma necessidade que eu via em seus olhos escuros.
— Vire-se. — ele disse. Não foi um pedido.
Ainda meio entorpecida pelo orgasmo, rolei na cama, ficando de quatro. Senti a camisa preta dele que eu vestia subir, deixando minha bunda exposta, adornada apenas pela calcinha verde que ele tinha afastado, mas não tirado.
Senti o colchão afundar atrás de mim quando ele subiu na cama.
A mão dele, grande e quente, espalmou-se na minha lombar, deslizando para cima até agarrar meu cabelo na nuca. Ele puxou minha cabeça levemente para trás, expondo meu pescoço, e depositou um beijo úmido ali, seguido de uma mordida que me fez arfar.
Então, a mão dele desceu para a minha nádega direita e um tapa foi forte, ardido e doloroso foi depositado ali.
— Ah! — Gritei, o som abafado contra o travesseiro. A dor aguda se misturou instantaneamente com o prazer, enviando uma onda de calor direto para o meu ventre.
— Gosta disso, Lizzy? — ele perguntou no meu ouvido. Alexander sabia muito bem o efeito que sua voz me causava.
— Sim... — gemi, rebolando para trás, buscando o contato.
Senti a ponta dele roçar na minha entrada, quente e úmida do meu próprio prazer. Ele pressionou a cabeça ali, apenas a cabeça, abrindo-me, provocando. Meu corpo reagiu instintivamente, empurrando para trás, querendo ser preenchida.
Mas ele recuou.
Soltei um som de protesto, frustrada.
Ele pressionou de novo, entrando apenas um centímetro, e saiu.
— Alex... — choraminguei.
— O que você quer? — Ele segurou meus quadris com firmeza, mantendo-me no lugar e me impedindo de ditar o ritmo. — Diga.
— Eu quero você... — falei, ofegante. — Entra...
— Não é o suficiente. — Ele deslizou a mão para a frente, encontrando meu clitóris novamente, torturando-me com o polegar enquanto mantinha o membro apenas na entrada. — Peça direito. Implore adequadamente, Elizabeth.
Mordi o lábio, sentindo a necessidade se tornar insuportável. Preciso dele dentro de mim.
— Por favor... — sussurrei, com a voz tremendo. — Por favor, Alex... me fode. Eu preciso de você dentro de mim. Agora. Por favor...
Senti a satisfação dele na maneira como seus dedos apertaram meus quadris, deixando marcas que eu veria com prazer amanhã.
— Boa garota.
Com um movimento único, ele empurrou os quadris para frente, enterrando-se em mim até a raiz.
Gritei, o som rasgou minha garganta, a sensação de preenchimento total sendo quase demais. Ele era grande, grosso, e a sensação dele me esticando, me possuindo, era maravilhosa.
— Deus, fizemos sexo tantas vezes e você continua tão apertada... — ele grunhiu, parando por um segundo para se acostumar com a sensação, a respiração pesada batendo nas minhas costas.
Então ele começou a se mover.
— Alex!
Senti o corpo dele ficar tenso, os músculos do braço dele tremendo sob o esforço. Ele deu mais três estocadas profundas, e então gemeu meu nome contra a minha boca, derramando-se dentro de mim, pulsando em sincronia com as minhas próprias contrações.
Ficamos ali, colados, ofegantes e os corações batendo tão forte que pareciam um só contra nossos peitos. Ele desabou sobre mim, mas apoiou o peso nos cotovelos para não me esmagar, escondendo o rosto no meu pescoço.
Senti as batidas do coração dele desacelerarem aos poucos.
Alex levantou a cabeça e sorriu, um sorriso cansado, satisfeito e incrivelmente feliz. Ele beijou a ponta do meu nariz, depois meus lábios, rolou para o lado, puxando-me com ele para que eu ficasse aninhada em seu peito. Desatou o nó da gravata nos meus pulsos com dedos gentis, massageando a pele onde a seda tinha apertado.
— Machucou? — ele perguntou, preocupado.
— Não. — Aconcheguei-me mais a ele, passando a perna por cima das dele. — Foi perfeito.
Ficamos em silêncio por um tempo.
Passei a mão pelo peito dele, sentindo a pele úmida, brincando com os pelos que não havia ali meses atrás mas que eu amava, assim como tudo nele. Minha mente, ainda flutuando na endorfina, vagou para o futuro.
Levantei a cabeça, apoiando o queixo no peito dele para poder olhar em seus olhos.
Alex estava brincando com uma mecha do meu cabelo, parecendo em paz, encontrou meu olhar e sorriu.
— O que foi, amor?
— Alex? — chamei.
— Hum?
— Você quer casar comigo?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!