ALEXANDER HAMPTON
Eu estava parado na entrada do corredor principal. William Winter levaria Damian até o altar, mas Stella... Stella tinha me pedido. "Você esteve lá quando ninguém mais estava", ela disse. "Você me segurou quando eu caí. Ninguém além de você pode me levar para o meu futuro."
Como eu poderia dizer não?
A música mudou e começou a tocar os acordes iniciais da marcha nupcial.
Todos se levantaram.
— Está pronta? — perguntei, baixinho.
Stella olhou para Damian, e o amor no rosto dela era algo físico e visível a olho nu.
— Mais do que pronta. — ela respondeu.
Começamos a caminhar e olhei para frente. No altar, Damian estava parado com a postura rígida e os olhos fixos em Stella. William estava ao lado dele, sorrindo orgulhoso.
Mas meus olhos, traidores e apaixonados, desviaram.
Eles encontraram a dama de honra.
Lizzy estava parada do lado esquerdo do altar. O vestido champanhe fluía ao redor dela e o cabelo escuro estava jogado de lado, caindo em ondas sobre o ombro nu e seus olhos encontraram os meus instantaneamente.
Um sorriso minúsculo, curvou os lábios dela.
Forcei-me a desviar o olhar e focar na missão.
Chegamos ao final. Parei diante de Damian. Peguei a mão de Stella e a coloquei na mão estendida de Damian.
Virei-me para Damian.
— Ver se você cuida bem dela, Winter. — sussurrei, com um tom de aviso fraterno, mas com um sorriso genuíno.
Dei um beijo na testa de Stella, ajeitei o véu dela uma última vez e me afastei, tomando meu lugar, do lado oposto a Lizzy.
A cerimônia começou. O cerimonialista falou sobre amor, paciência, tempestades e calmarias. Eram palavras bonitas. Palavras sábias. Mas, confesso que não ouvi quase nada.
Minha atenção estava inteiramente focada na mulher do outro lado do altar.
Eu observava a maneira como a luz do sol batia na pele dela. A maneira como ela piscava. A maneira como ela sorria e enquanto lhe admirava estava ensaiando meus próprios votos na cabeça. Eu, Alexander, aceito você, Elizabeth, com seus esquemas, sua família maluca e sua mania de controle. Prometo cozinhar risoto, usar gravatas verdes e te seguir até o fim do mundo, desde que tenhamos um hotel decente.
— ...eu os declaro, marido e mulher.
O anúncio me trouxe de volta. Damian beijou Stella como se quisesse fundir suas almas ali mesmo. Os convidados aplaudiram.
Depois, a pista foi aberta. A banda começou a tocar algo mais animado.
Esperei o momento certo. Esperei Damian tirar a mãe dele para dançar, esperei William tirar Stella.
Vi Lizzy parada perto do bar, conversando com uma garota, parecendo entediada e deslumbrante.
Caminhei até ela. Parei em sua frente. Ela interrompeu a conversa e se virou para mim.
— Belo discurso, Hampton. — ela disse, com um brilho divertido. — "Segunda melhor"? Você gosta de viver perigosamente.
— Eu gosto de ser honesto.
— Ou talvez tenha ficado com medo de alguém.
— Nada disso. — Estendi a mão para ela, ignorando a garota que nos olhava curiosa. — Posso ter a honra de uma dança, senhorita Winter?
Lizzy olhou para a minha mão, depois para os meus olhos.
— Acho que a dama de honra pode conceder uma dança ao padrinho. Pelo protocolo.
Ela colocou a mão na minha. Guiei-a para a pista de dança. A música era um jazz suave. Coloquei uma mão em sua cintura, respeitosamente, para os observadores, mas firmemente, para ela. Ela colocou a mão no meu ombro e começamos a dançar.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!