ALEXANDER HAMPTON
— Oi, garotos. — Abri o porta-malas e joguei as mochilas. — Prontos para conhecer a casa do papai?
— SIM!
— Entrem no carro. Cintos afivelados. Rápido, rápido!
Eles obedeceram, escalando o banco de trás do meu carro.
Damian ficou na calçada, cruzando os braços. Ele parecia um pouco relutante em deixá-los ir.
— Cuide bem deles, Hampton.
— Com a minha vida, Winter. — Assegurei, sério.
— Qualquer problema, ligue. Stella vai ficar grudada no telefone de qualquer jeito.
— Pode deixar.
Entrei no carro, acenei para ele e arranquei.
— Tchau, pai! — os meninos gritaram para Damian.
Assim que viramos a esquina, a festa começou.
— Papai, seu apartamento é alto? — Orion perguntou.
— Tem piscina? — Apollo quis saber.
— A gente pode comer pizza no café da manhã?
Ri, olhando pelo retrovisor.
— É alto, sim. Quadragésimo andar. Dá para ver os passarinhos voando por baixo da janela. Não tem piscina, mas tem uma banheira gigante. E pizza no café da manhã... vamos negociar.
Dirigi de volta para o Central Park West, ouvindo as histórias deles sobre a escola, sobre o novo cachorro do vizinho, sobre como Danian estava aprendendo a jogar bola.
Chegamos ao prédio e o porteiro, sorriu ao ver os pequenos furacões.
— Bom dia, Sr. Hampton. Visitas importantes?
— As mais importantes, Henderson. — Respondi. — Estes são Apollo e Orion. Rapazes, digam oi para o senhor Henderson.
— Oi! — eles disseram, olhando para o uniforme do porteiro com admiração.
Subimos no elevador. Eles apertaram o botão 40 com animação.
Quando abri a porta do apartamento, houve um momento de silêncio. Eles entraram, olhando para o espaço amplo, para a decoração moderna e escura, para a vista.
— Uau... — Apollo correu para a janela do chão ao teto. — Olha os carros! Parecem formiguinhas!
— Cuidado com o vidro — avisei, trancando a porta.
— Onde a gente vai dormir? — Orion perguntou, já tirando os tênis no meio da sala.
— Venham ver.
Levei-os para o segundo quarto. Eu tinha transformado o quarto de hóspedes genérico em um forte. Tinha colocado dois colchões de ar no chão, cobertos com edredons macios e uma montanha de travesseiros. Havia uma TV montada na parede e, embaixo dela, o console de videogame de última geração que eu tinha comprado ontem.
Os olhos deles brilharam.
A resposta veio rápido.
Lizzy: Aquele perto da entrada da 59th St?
Eu: Esse mesmo.
Houve uma pausa nas bolhas de digitação.
Lizzy: Sabe... eu não te contei, mas eu estou com uma estranha e repentina vontade de ir ao parque hoje à tarde. Especialmente perto da roda gigante...
Sorri para a tela.
Eu: É mesmo? Que coincidência.
Lizzy: Uma coincidência incrível. E se... hipoteticamente... a Tia Lizzy estivesse passando por lá e encontrasse vocês "por acaso"? Seria um problema?
Meu coração aqueceu.
Eu: Seria a melhor coincidência do dia. Os meninos iam adorar. E o pai deles também.
Lizzy: Então talvez o destino por voltas das...
Eu: 17 horas. 😉
Lizzy: Estarei esperando o destino. ❤️
Bloqueei o celular, sentindo-me o homem mais sortudo de Nova York.
— Ok, rapazes! — bati palmas, levantando-me. — Hora de limpar a bagunça.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!