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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 2

ELIZABETH WINTER

Marissa me observou por um longo momento. O garçom chegou com o Martini dela. Ela pegou a taça, tomou um gole lento, saboreando seu grande momento.

Então, ela riu.

— Guarde sua caneta, querida. — Ela empurrou minha mão suavemente. — Eu não quero seu dinheiro.

Essa não era a resposta que eu esperava.

— O quê? Todo mundo tem um preço, Marissa. Principalmente você. O papai não cortou o cartão de crédito de novo?

— Pelo contrário. — Ela sorriu, presunçosa. — O divórcio dos meus pais foi finalizado mês passado. Minha mãe ficou com metade do império e, como filha única favorita, digamos que minha liquidez está excelente. Eu não preciso do seu dinheiro, Lizzy. Nesse momento, tenho mais do que consigo gastar.

Se ela não queria dinheiro, ela era perigosa. Inimigos motivados por ganância são previsíveis. Inimigos motivados por maldade ou malícia são péssimos.

— Então o que você ganha com isso? Por que vir aqui, me ameaçar, tentar destruir meu relacionamento? O que isso te traz?

Ela deu de ombros, brincando com a azeitona do Martini.

— Entretenimento? Justiça? Ou talvez... — Ela se inclinou, seus olhos fixos nos meus com maldade pura. — ...talvez eu apenas odeie ver você vencer sempre. Você sempre teve tudo, Lizzy. E agora, você quer o conto de fadas também? O amor verdadeiro? Sem pagar o preço? Sem sofrer as consequências das suas manipulações? Não me parece justo.

— Você é patética — cuspi. — Você é uma criança mimada e entediada que quer quebrar os brinquedos dos outros porque não sabe brincar.

— Talvez. — Ela sorriu, sem se ofender. — Mas eu sou uma criança que sabe a verdade. E essa verdade, querida, é uma bomba. E eu adoro explosões. — Ela olhou para o relógio de diamantes no pulso. — Falando nisso, o tempo voa quando estamos nos divertindo. Mas eu tenho um compromisso.

— Onde você vai?

Marissa se levantou, alisando o vestido caro e pegou a bolsa.

— Bem, eu nunca experimentei o café desse tal Fox & Maple. Dizem que o dono é um gato. E já que estou na cidade, pensei em fazer uma visita surpresa. Quem sabe ele não tenha um tempo para ouvir uma velha amiga da namorada dele?

Ela estava indo ver o Alex?

Não.

Eu não ia deixar isso acontecer. Marissa deu dois passos em direção à saída.

— Marissa. — chamei. Minha voz não estava alta, mas tinha um tom elevado que fez alguns clientes próximos olharem.

Ela parou e se virou, com aquele sorriso condescendente.

— Sim, querida? Vai aumentar a oferta? Um milhão? De qualquer forma, ainda recuso.

Me levantei lentamente. Guardei o talão de cheques na bolsa com calma e coloquei meus óculos escuros, escondendo meus olhos. Caminhei até ela e parei perto o suficiente para invadir seu espaço pessoal.

— Você não faria isso — ela disse, a voz trêmula. — Isso destruiria minha família. Minha mãe...

— Parece que você tem muito a perder — observei friamente. — Muito mais do que eu quando perder meu namorado. Se você der mais um passo em direção àquele café, ou se o nome de Alexander Hampton sair da sua boca para qualquer pessoa além do seu terapeuta... o vídeo de Aspen vaza.

Marissa engoliu em seco. A arrogância tinha evaporado, deixando para trás apenas uma garota assustada que percebeu tarde demais que tinha entrado no ringue com um peso-pesado.

— Isso é chantagem — ela sussurrou, com lágrimas de raiva nos olhos.

Sorri. Um sorriso que não tinha nada de gentil.

— Não, querida. Isso é vantagem. Troque o 'ch' por um 'v'.

Ajeitei a gola do meu blazer.

— Agora, se me dá licença, tenho coisas para fazer. Aproveite seu Martini. Dizem que o sabor da derrota é amargo, então as azeitonas devem ajudar.

Dei as costas para ela e caminhei em direção à saída, meus saltos batendo um ritmo vitorioso no chão.

"— Passarinho, sempre ofereça o dinheiro primeiro. Dinheiro é papel, é renovável e nós temos de sobra para desperdiçar com problemas triviais. Mas guarde os segredos na manga como sua arma mais importante. Ameaçar expor o que alguém desesperadamente esconde... esse é o único trunfo que jamais falha."

Como esperado o segundo método que meu pai ensinou era infalível.

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