ELIZABETH WINTER
Olhei atentamente para o rosto de Alexander Hampton, dominado embaixo de mim.
Totalmente arruinado. Totalmente meu.
Seu cabelo estava grudado na testa com o suor. Sua pele estava corada e brilhante, e as marcas vermelhas floresciam em seus bíceps e peito onde o chicote tinha atingido. Estava ofegante, agora enxergando, amarrado, e me olhando como se fosse a coisa mais deslumbrante no universo.
Parecia uma divindade pagã.
Deslizei do peito dele, me sentando em sua cintura. A mudança de peso o fez contrair os músculos do abdômen. Seus olhos acompanharam meu movimento. Estava tentando se recuperar, tentando recuperar o fôlego, mas seu pau, ainda grosso e molhado pela minha boca, começou a se contrair. Ele queria mais. Ele sempre me queria.
Minhas mãos, que pareciam subiram. Toquei seu cabelo, afastando os fios úmidos de sua testa. Era tão macio. Seus olhos se fecharam, saboreando o simples toque depois da intensidade.
Minha mão deslizou por sua bochecha, sentindo a barba por fazer. Ele era tão tátil. Desci minha mão e agarrei seu queixo. Com força. Inclinei sua cabeça para um lado e para o outro, admirando-o sob a luz fraca.
— Você tem um rosto tão lindo... — as palavras saíram baixas, um ronronar. — ...que sinto vontade de estapeá-lo. — Seus olhos se abriram abruptamente e sorri divertida. — Mas jamais arruinaria tamanha perfeição.
Inclinei-me. Lentamente. Observei seus olhos observarem minha boca descer em direção à dele. Estava puxando as amarras. Podia ouvir o leve ranger do metal contra a cabeceira.
Não o beijei.
Mordisquei seu lábio inferior. Apenas uma pequena mordida, puxando-o suavemente antes de soltá-lo. Ele gemeu, tentando encontrar minha boca. Deslizei para baixo. Meus dentes roçaram seu queixo, sua mandíbula. Estava o marcando novamente, mas gentilmente desta vez.
Minha outra mão, começou sua própria jornada. Desceu por seu pescoço, sobre a pele quente de seu peito, meus dedos roçando a marca vermelha do chicote. Desceu sobre seu abdômen tenso, e mais abaixo.
— Te peguei. — Sorri segurando seu pau.
Tinha se recuperado rápido. Já estava duro de novo. Pulsando contra minha palma. Estava pronto.
Envolvi meus dedos em sua extensão.
Mudei meu peso, movendo-me para trás, meus joelhos de cada lado de seus quadris. Segurei-o firmemente, afastei minha calcinha e me posicionei sobre ele.
Me deleitei com a ponta dele, ainda escorregadia, roçando minha entrada. Eu estava molhada. Muito molhada. A visão dele, amarrado e vulnerável abaixo de mim, tinha feito seu trabalho.
Olhei em seus olhos. Eram buracos negros. Ele sabia o que estava por vir. Alex puxou as amarras e seu corpo se ergueu da cama, tentando empurrar para cima, tentando tomar o controle de volta.
Eu o neguei e desci.
Não foi rápido. Foi uma tortura para ambos. Desci sobre ele centímetro por centímetro agonizante. Senti-me esticar, me abrindo para ele. Ele era tão grosso. Cada centímetro era uma nova onda de prazer.
Alexander soltou som baixo e gutural que foi meio agonia, meio êxtase.
Continuei descendo, meus olhos fixos nos dele, observando seu rosto se contorcer. Ele puxava as amarras, seu corpo inteiro se arqueando, tentando me encontrar, tentando apressar as coisas.
Mas ele não podia. O controle era meu.
O levei até o fundo. Um choque de prazer puro e elétrico disparou pela minha espinha.
Parei. Completamente imóvel. Ele estava totalmente enterrado dentro de mim. Tão fundo.
Joguei minha cabeça para trás, meu cabelo úmido caindo pelas minhas costas. O robe de seda caiu dos meus ombros, expondo a renda vermelha por baixo.
— Ah... Alex. — as palavras eram um suspiro trêmulo. — Você é o melhor... o melhor que já esteve dentro de mim.
Não sei dizer com quantos homens eu estive desde que dei início a minha vida sexual. Mas naquele momento, era a coisa mais verdadeira que já tinha dito.
Ele estava dizendo meu nome, repetidamente.
— Lizzy... porra... Lizzy, por favor...
— Por favor, o quê, Hampton? — ofeguei, trazendo minha cabeça para frente, olhando para ele.
— Mova-se. Por favor.
Acho que ele está certo, também já não suporto mais.
Coloquei minhas mãos em seu peito, espalhando meus dedos sobre seus peitorais. Podia sentir seu coração batendo forte sob minha palma.
E comecei a me mover.
Comecei a me mover novamente, devagar, deixando a sensação de fricção lenta me inundar.
— Não se segure — sussurrei.
O cavalguei, mais forte desta vez, para cima e para baixo, batendo contra ele.
Senti o prazer se acumulando novamente, um redemoinho quente no meu ventre. Seu pau pulsava dentro de mim, inchado e latejando.
Eu o senti chegar.
Seu corpo ficou rígido sob o meu. Seus músculos tremeram. Uau, é tão mais fácil me concentrar no corpo dele quando não estou buscando meu próprio prazer.
— Lizzy... — sua voz estava rouca de puro êxtase. Cavalguei mais forte, mais rápido, forçando-o a chegar ao seu limite.
Suas costas se arquearam, e ele jorrou dentro de mim, um fluxo quente e espesso que me preencheu completamente. Apertei os olhos, sentindo-o pulsar e contrair, as ondas de seu orgasmo reverberando através de mim.
Eu estava exausta, ensopada de suor e gozo, e sentindo-me mais viva do que nunca.
Me inclinei e o beijei lentamente, deitei com o nariz enfiado em seu pescoço absorvendo seu cheiro e dizendo a mim mesma que não deveria dormir porque Alex ainda estava preso.
— Elizabeth?
— Já vou te soltar. — Resmunguei tentando incentivar meu corpo a obedecer meu cérebro.
— Não é isso...
— Então espera.
— Olha para mim, Elizabeth. — Praguejei mentalmente e me ergui para encontrar seus olhos.
— Pronto, tô olhando. — Meu rosto estava muito próximo dele para enfatizar e isso lhe arrancou um risinho.
— Elizabeth. Você quer namorar comigo?
Puta.Que.Pariu.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!