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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 2

ALEXANDER HAMPTON

O sangue que deveria estar no meu cérebro foi todo para o sul.

Por baixo do robe simples, estava uma lingerie complicada e agressivamente sexy.

Era vermelha. Um vermelho profundo, cor de sangue, que fazia sua pele pálida parecer porcelana.

O sutiã de renda, empurrava seus seios para cima e para fora, fazendo-os parecer pesados e cheios, com tiras finas subindo pelo peito em direção ao pescoço. Abaixo, uma calcinha de renda minúscula que mal cobria alguma coisa. E, como se isso não fosse suficiente, a cinta liga. Tiras vermelhas delicadas saíam de sua cintura, desciam por seus quadris e se conectavam a meias pretas transparentes que subiam até o meio de suas coxas.

Era Elizabeth Winter em sua forma mais perigosa.

Lizzy tirou a toalha do cabelo, descartando no chão e deu um passo para trás, em direção ao corredor.

— Você vem, policial? — ela ronronou. — Ou eu vou ter que usar força excessiva?

Ela não esperou por uma resposta, apenas se virou e começou a andar.

Eu a segui como um homem hipnotizado. Cada passo dela era um balanço lento de seus quadris e o robe preto esvoaçava atrás dela.

O quarto dela era enorme. Havia uma cama gigantesca no centro, que parecia uma zona de lençóis amassados.

Ela parou ao pé da cama e se virou para mim.

— Tire.

Não hesitei. Esta fantasia idiota de repente parecia restritiva, quente e ridícula. Minhas mãos voaram para a camisa.

— Devagar, oficial — ela disse, com um sorriso divertido brincando em seus lábios vermelhos. — Não estrague a fantasia. Eu posso querer... interrogá-la mais tarde.

Ok. Devagar.

Terminei de rasgar o velcro e tirei a camisa, jogando-a no chão. O cinto de plástico. Chutei meus tênis e deslizei as calças de poliéster para baixo, junto com minhas meias e permaneci apenas com a cueca boxer.

Ela caminhou até a pilha de roupas no chão e se abaixou, pegando algo do cinto.

As algemas.

Lizzy as balançou lentamente pelo anel, fazendo o som de plástico batendo.

— Já foi algemado antes, Hampton?

— Não.

— Que bom. — disse, caminhando em minha direção. — Eu gosto de ser a primeira. — Ela testou o mecanismo da algema, fechando um dos lados. — Funciona. — ela murmurou, satisfeita. — Você tem a chave?

Me virei, peguei minhas calças do chão e enfiei a mão no bolso, entregando para ela em seguida.

— Ótimo. Eu guardo.

Lizzy caminhou até sua penteadeira e colocou a chave lá, bem à vista, mas irritantemente fora de alcance.

— Deite-se. De barriga para cima. Mãos acima da cabeça. — Era irritante o quanto ela parecia experiente no que estava fazendo. Quantas pessoas Lizzy Winter já algemou por aí?

Resmungando, me deitei na cama, meus braços estendidos sobre os travesseiros. Ela subiu na cama como uma pantera, engatinhando sobre mim, e se sentou em meu peito. A visão era... de tirar o fôlego. Renda vermelha, pele macia, e aqueles olhos me encarando.

— Mãos juntas, prisioneiro.

— Você deveria ser a prisioneira, como chegamos a isso? — Levantei minhas mãos acima da cabeça, juntando os pulsos.

— Acho que é porque sou mais dominante que você. — Ela se inclinou, pegou meu pulso direito e passou a algema.

Apertado. Mais apertado do que eu esperava de um brinquedo. Ela pegou meu pulso esquerdo e fechou a outra.

— Isso vai segurar? — ela murmurou, mais para si mesma e deu um puxão curto e forte na corrente que ligava as duas algemas. — Parece que sim.

Lizzy pulou do meu peito e foi até a pilha de roupas no chão. Ela voltou com a gravata que eu estava usando e se inclinou sobre mim novamente. Ela estava perto. Tão perto.

— Espere, o que...

— Sem perguntas, prisioneiro.

Ela se inclinou sobre meu rosto. E amarrou a gravata sobre meus olhos.

Escuridão.

Tudo ficou mais alto. O som dos lençóis farfalhando. O leve movimento do colchão enquanto ela se movia. O que diabos ela ia fazer?

Lizzy estava sentada em mim novamente. Pude sentir o calor dela através do tecido fino da minha boxer.

Eu ouvi um som... um silvo suave.

Então, algo leve e macio roçou meu rosto. Minha bochecha. Meu queixo. Meus lábios.

— O que é isso? — perguntei rouco. Já estou muito além da excitação. Ela realmente tem sorte de eu estar algemado.

— Shh... — sussurrou perigosamente perto da minha orelha.

Ouvi um assobio no ar. Um som rápido e uma dor aguda atingiu meu bíceps direito. Ela me chicoteou e ardeu como fogo.

— Porra... — Essa mulher é um demônio na cama.

Lizzy me chupou de forma violenta. Sua cabeça subia e descia, rápida e forte, engolindo mais e mais de mim. Senti seus dentes rasparem levemente, intencionalmente, e um choque elétrico percorreu minha espinha.

— Merda... — Isso pareceu encorajá-la.

Ela recuou, apenas por um segundo. Ouvi-a tomar uma respiração profunda e então ela me engoliu.

Lizzy estava fodendo sua própria boca com meu pau. Ela mergulhou a cabeça, levando-me até o fundo de sua garganta. Eu a senti engasgar, mas não parou. Ela segurou ali, seus músculos da garganta se contraindo e apertando ao meu redor. Era inacreditável.

— Deus, Lizzy, porra... — eu estava delirando, as palavras se embolavam, puxando a algema com tanta força que meus pulsos ardiam.

Ela se soltou para respirar e sua boca fez um som obsceno.

— Você gosta disso, Alex? — ela ofegou, sua voz grossa e distorcida.

Lizzy não esperou por uma resposta. Ela mergulhou de volta, sua mão livre bombeando minha base em um ritmo furioso enquanto sua boca trabalhava o resto. Ela era impiedosa.

Eu não ia durar, não conseguia mais.

— Lizzy, eu vou... eu vou... porra...

Cessou seu movimento frenético e apenas sugou. Um vácuo profundo e constante, puxando minha alma para fora do meu corpo.

Eu explodi.

O orgasmo foi brutal, inundando sua garganta em ondas quentes. Pude senti-la engolir. Uma vez. Duas vezes.

Ouvi-a se afastar e uma tosse leve. O colchão se moveu. Ela estava rastejando de volta para cima.

— Lizzy, me deixa te ver... deixa eu te tocar... — Implorei sem nenhuma vergonha.

— Escolha um só. Ver ou tocar? — Ela realmente não tem piedade alguma. Uma verdadeira raposa demoníaca.

— Ver.

Senti seus dedos no meu rosto e ela arrancou a venda dos meus olhos.

Minha visão demorou a focar na luz fraca do quarto.

Ela estava lá. Montada sobre mim. Seu cabelo caindo em ondas selvagens e úmidas. Seu batom vermelho estava borrado ao redor de sua boca. Ela parecia uma vampira linda depois de uma refeição e estava sorrindo.

— Se recupere logo, vamos para a melhor parte agora, oficial.

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