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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 2

ELIZABETH WINTER

— Eu nasci pronta. O que você está esperando, Hampton?

Aquele foi o desafio final.

Seus quadris se moveram. Eu estava pronta, encharcada e aberta para ele, mas a primeira penetração ainda foi um choque delicioso. Eu prendi a respiração. Alex não foi devagar, nem me testou. Ele simplesmente se enterrou em mim.

Foi um único movimento. Uma estocada longa, profunda e definitiva que roubou meu fôlego.

Eu gritei. Não foi um gemido. Foi um grito curto e agudo, uma mistura de dor e prazer tão intensa que meu cérebro entrou em curto-circuito. Ele me preencheu completar. Cada centímetro. Exatamente como eu suspeitava. Ele atingiu meu colo do útero com uma força que fez meu corpo inteiro se curvar, e meus olhos reviraram.

Ele congelou lá no fundo, sua testa caiu para descansar na minha. Estávamos ambos ofegantes, o ar no quarto de repente parecia rarefeito demais.

— Merda... — ele ofegou, sua voz áspera contra minha bochecha.

Eu não conseguia falar. Eu estava sendo esticada, preenchida, reivindicada. O leve latejar de dor estava sendo rapidamente substituído por uma onda avassaladora de prazer.

Eu não ia deixá-lo parar. Não podia.

— Não... pare — eu consegui dizer, com minha voz trêmula.

Com um som gutural, ele obedeceu. Se retirou, mas não completamente. Apenas o suficiente para me fazer gemer em protesto, e então ele mergulhou de volta, com força. E de novo.

O ritmo que ele estabeleceu não era o de um amante gentil. Era punitivo, profundo e incrivelmente rápido. Isso não era fazer amor. Isso era uma foda. Uma foda desesperada e furiosa. E era exatamente o que eu queria.

Eu não era uma participante passiva. Nem sabia como ser. Encontrei o ritmo dele e meus quadris subiram para encontrar cada estocada.

— Sim — eu sibilei, com meus dentes cerrados. — Aí. Mais forte.

Eu estava faminta por isso. Eu queria que ele perdesse o controle, porque o meu se perdeu faz tempo.

E ele estava perdendo.

O som em seus ouvidos não era mais respiração; era como um rosnado animal. O cheiro dele me envolveu, suor, sabonete e aquele almíscar masculino viciante que era só dele.

Eu precisava de mais. Eu precisava dele mais fundo.

Eu soltei meus tornozelos da cama e lacei minhas pernas ao redor de sua cintura, prendendo meus calcanhares na parte inferior de suas costas.

O movimento mudou tudo.

Inclinou meus quadris para cima, dando a ele um ângulo mais profundo, mais devastador. Agora, cada estocada estava me atingindo, direto no ponto que me fazia ver estrelas.

— Lizzy. — Ele ofegou meu nome. O ritmo metódico se tornou um frenesi. Alex estava me fodendo com uma ferocidade que me assustou e me excitou em um nível que eu nunca tinha conhecido.

Minhas unhas estavam cravadas em suas costas agora, deixando marcas. Eu podia sentir o sangue subindo à superfície, mas ele não pareceu notar.

Eu olhei para ele. Alex estava lindo. Um deus pagão da raiva e do desejo. Seu maxilar travado, os músculos de seu pescoço tensos. O suor brilhava em sua testa e escorria por suas têmporas. Seus braços estavam travados, segurando seu peso acima de mim, e eu podia ver cada músculo em seus ombros - aqueles ombros ótimos - e peito trabalhando.

Seus olhos encontraram os meus. Eles não eram escuros de desejo. Eram negros. Buracos negros de pura necessidade.

O som de nossos corpos colidindo era alto no quarto silencioso. Um tapa molhado e rítmico que naquele momento era a única música no meu mundo.

Eu podia sentir. Aquele primeiro orgasmo que ele me deu com os dedos tinha sido um raio. Isso... isso era um terremoto. Uma pressão profunda e crescente que estava começando no fundo da minha barriga.

O segundo orgasmo. Sempre mais difícil de alcançar. Sempre mais devastador.

Ele foi o primeiro a se mover. Soltou um gemido, um som de puro e absoluto esgotamento e rolou para o lado, mas não me soltou.

Alex me puxou com ele. Em um movimento, eu estava fora de baixo dele, mas aninhada ao seu lado, minha perna jogada sobre seus quadris, meu rosto pressionado contra seu peito úmido. Ele me segurava com tanta força que era quase desconfortável.

Eu podia sentir seu coração batendo forte. Um ritmo rápido, mas que começava a desacelerar.

Seus olhos estavam fechados, mas ele não estava dormindo. Uma de suas mãos estava jogada sobre a testa.

Eu sorri, um sorriso genuíno, cansado e totalmente vitorioso. Me inclinei e dei um beijo suave em seu ombro, provando o sal de sua pele.

— Satisfeito, Hampton?

Seus olhos se abriram. Ele moveu a cabeça no travesseiro para olhar para mim.

Um fantasma de sorriso tocou seus lábios.

— Não — ele sussurrou.

E com um movimento que me pegou totalmente de surpresa, sua mão deslizou da minha cintura, descendo, seus dedos encontrando o ponto sensível entre minhas pernas.

Eu engasguei. Eu ainda estava tão sensível que o toque leve foi muito desconfortável.

— Vai se tornar uma máquina de sexo?

Ele sorriu, e desta vez foi um sorriso de verdade. Um sorriso lento e sedutor.

— Eu acho que te devo muitas noites de espera, senhorita Winter — ele murmurou, seus dedos começando a se mover, me circulando. — O pagamento mal começou.

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