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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 2

ALEXANDER HAMPTON

Os dias se passaram e uma rotina estranha se formou.

Nós bebíamos café em lados opostos da ilha de mármore. Então, eu ia para o Fox&Maple e ela "se resolvia". Isso, eu descobri, envolvia algumas idas à academia, longos almoços com pessoas que pareciam ter saído de capas de revistas, e... ligações.

Ligações misteriosas e intermináveis.

Algumas vezes eu a via no café. Às vezes ela passava, andando pela rua, ao telefone pu com a amiga que mora na cidade.

As noites eram a verdadeira tortura.

Eu voltava para casa por volta das sete. Ela estaria lá. Às vezes, ela cozinhava uma comida irritantemente boa. Às vezes, ela pedia comida.

Nós comíamos, fazendo uma conversa fiada e dolorosa.

— Como foi o trabalho? — ela perguntava, parecendo uma esposa entediada.

— Ocupado. E o seu dia?

— Produtivo.

Depois disso, geralmente trocamos amassos na sala, mas ainda não deixei passar disso. Não que eu não queira, mas é divertido ver a frustração dela cada vez que dou boa noite. Embora, eu provavelmente sofra mais que ela com isso.

Chegou a sexta-feira. Eu saí do meu escritório às oito da noite. Ela estava deitada de bruços no tapete da sala, de pijama, desta vez, um conjunto vermelho-sangue, desenhando em um caderno.

— O que você está fazendo? — perguntei.

— Desenhando uma estratégia para reestruturar a cadeia de suprimentos asiática do meu pai. É chato como o inferno. — ela disse, sem levantar os olhos. — Podemos nos beijar? Estou entediada.

Essa mulher é realmente uma figura.

— Que tal assistir a um filme?

Ela se sentou, com os olhos brilhando.

— Aceito. "Explosão Global 4: O Acerto de Contas" acabou de sair. Ouvi dizer que eles explodem o Vaticano.

— Absolutamente não. Eu estava pensando em "A Logística do Concreto: Uma Análise Brutalista". Ganhou prêmios.

Lizzy me encarou como se eu tivesse sugerido que assistíssemos à tinta secar.

— Você está brincando.

— É fascinante.

— Não. Vamos assistir ao meu.

— Vamos assistir ao meu.

Ficamos nos encarando.

— Certo. — ela disse, levantando-se. — Só tem um jeito de resolver isso.

— E qual seria?

— Pedra, papel, tesoura. Melhor de três.

Eu quase ri.

— Você quer decidir com... pedra, papel, tesoura?

— É um sistema justo. A menos que você esteja com medo de perder para mim.

Eu estreitei meus olhos. Eu era um homem de lógica. Eu podia vencer isso. Eu a analisei. Ela é impulsiva. Ela vai jogar "tesoura". Eu jogarei "pedra".

— Certo. Melhor de três.

Nós ficamos de frente um para o outro na sala de estar.

— Um... dois... três... JÁ!

Eu joguei "pedra".

Ela jogou "papel".

Merda.

— Um a zero para mim. — ela cantarolou.

— De novo. — falei, irritado. — Um... dois... três... JÁ!

Eu joguei "pedra" de novo. Lógica. As pessoas não esperam a mesma jogada.

Ela jogou "papel" de novo.

Meus lábios apenas pressionaram os dela, mas ela respondeu imediatamente. Seus lábios se separaram sob os meus, e o beijo se aprofundou.

Foi longo. Quando eu finalmente me afastei, nós dois estávamos sem fôlego. Ela me olhou, com seus olhos sérios e então se moveu.

Foi um borrão de seda vermelha e determinação. Em um movimento, ela se impulsionou para cima e se sentou em mim.

— Lizzy...

— Cala a boca, Alex. — ela ordenou, sua voz rouca pareceu incrivelmente sexy.

Suas mãos foram para os botões da minha camisa. Ela me beijou e abriu os três primeiros botões em um segundo. Rapidamente a abriu, expondo meu peito.

Suas unhas me arranharam. Ela deslizou as mãos e arrastou as unhas levemente da minha clavícula até meu abdômen. Um som gutural, algo entre um gemido e um palavrão, escapou da minha garganta. Meu corpo inteiro se arrepiou.

Minhas mãos, que estavam inutilmente ao meu lado, foram para a cintura dela, segurando-a com força, os polegares encontrando a pele nua onde o top de seda subia. Ela se inclinou e me beijou de novo, sua língua se entrelaçou com a minha, suas mãos agora em meus ombros, me empurraram para trás.

Senti que ela estava no controle e estava me devorando.

Eu estava prestes a aprofundar as coisas. Minha mão estava deslizando para cima, sob o top de seda dela...

O alarme do celular dela tocou.

REUNIÃO DE VÍDEO URGENTE: HONG KONG - AGORA

Ela fechou os olhos. E soltou o gemido mais frustrado que eu já ouvi.

— Merda. Hong Kong. — Ela bateu a testa no meu ombro. — Faltava tão pouco. — ela murmurou com a voz abafada contra a minha pele.

Eu não sabia se ria ou chorava.

— Vai demorar para resolver isso? — Droga. Estou realmente no clima agora.

— Meia hora? Uma no máximo! — Ela não parecia muito certa sobre isso.

— Tudo bem. — Dei um selinho nela. — Quando terminar venha para o meu quarto.

— Jura? — Lizzy apertou os olhos desconfiada e assenti. — Ok, me dá meia hora, se não terminar antes desligo na cara deles e digo que fiquei sem internet.

— Ok. — Me levantei rindo. é óbvio que ela não faria isso.

Ou faria?

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