ELIZABETH WINTER
O portão de desembarque do JFK é um lugar onde a humanidade colide. Havia motoristas de terno segurando placas com nomes, famílias chorando, turistas perdidos e o cheiro inconfundível de café queimado e pressa.
Mas, no meio daquela multidão, havia um ponto de cor que eu reconheceria em qualquer lugar do planeta.
Leah.
Ela estava parada bem na frente da barreira de segurança, pulando nas pontas dos pés e segurava um cartaz feito à mão, com glitter, que dizia: "BEM-VINDOS DE VOLTA, SEUS TRAIDORES QUE ME ABANDONARAM POR UM ANO".
Alex riu ao meu lado.
— Acho que nossa carona chegou.
Assim que Leah nos viu, ela soltou um grito que fez um segurança próximo levar a mão ao cinto. Ela largou o cartaz, correu, furou o bloqueio imaginário dos nova-iorquinos e se lançou sobre nós.
O impacto quase nos derrubou.
— SEUS IDIOTAS! SEUS LINDOS! — Ela gritava, abraçando nós dois ao mesmo tempo, um emaranhado de braços, perfume floral e lágrimas. — Vocês estão tão bronzeados! E cheiram a... — Ela cheirou o pescoço de Alex. — ...aventura! É maravilhoso!
— Oi, Leah. — Eu ri, abraçando minha amiga-cunhada com força. — Sentimos sua falta.
— Mentira! Vocês estavam ocupados demais nadando com tubarões e casando com pinguins! — Ela se afastou, nos segurando pelos ombros e nos examinando de cima a baixo. O olhar dela parou nos nossos pulsos, onde as fitas coloridas formavam uma confusão visual. — Meu Deus, olhem para esses braços. Vocês parecem hippies.
— É a nova tendência, Leah. — Alex piscou. — "Chique Nômade".
— Vamos sair daqui. — Ela pegou uma das minhas malas. — O carro está lá fora. E eu tenho ordens expressas da General Elaine Winter para levá-los direto para a Mansão. Se eu desviar para um Starbucks, sou uma mulher morta.
O trajeto foi preenchido pela voz de Leah, atualizando-nos sobre um ano de fofocas de Nova York em quarenta minutos. Quem casou, quem separou, qual restaurante novo abriu e fechou.
O portão da mansão dos meus pais se abriu. A casa estava iluminada como se fosse Natal, embora fosse apenas um dia comum.
Assim que o carro parou, a porta da frente se abriu. E lá estavam eles.
Minha mãe, meu pai, Damian, Stella e os meninos, Apollo, Orion e Danian, que pareciam ter crescido meio metro cada um.
Descemos do carro.
— TIA LIZZY! PAPAI ALEX! — gritaram os gêmeos.
— TIA LIZZY! TIO ALEX! — gritou Danian.
Os meninos correram. Alex, num movimento que mostrava que suas costas estavam 100% recuperadas, agachou-se e recebeu o impacto dos três, rindo enquanto era soterrado por abraços e perguntas sobre espadas, animais e se ele tinha lutado com ursos.
Caminhei até meus pais. Minha mãe veio até mim e me abraçou com uma força surpreendente.
Segurei Maxine. Ela era pesada e cheirava a talco e leite. Ela olhou para mim, franziu a testa por um segundo, e então soltou um sorriso banguela e babado, esticando a mão para tocar nos meus braceletes coloridos.
— Ela gostou das fitas. — Alex apareceu ao meu lado.
Ele olhou para a sobrinha com adoração absoluta, imagino que minha expressão não seja nada diferente.
— Oi, Princesa. — Ele disse, roçando o dedo na bochecha gordinha dela. — Lembra do tio Alex? Nós nos vimos rapidinho no hospital. Você era minúscula.
Maxine soltou um gritinho feliz e agarrou o dedo dele.
— Acho que ela lembra. — Alex riu.
— Quer segurar? — perguntei.
Alex assentiu. Passei a bebê para ele. A maneira natural como ele a acomodou no braço, apoiando a cabecinha dela, a forma como seu corpo grande se curvou para protegê-la... Alex nasceu para ser pai.
— Isso combina com você, Hampton. — Damian comentou, dando um tapa nas costas do meu marido. — Talvez seja a hora de providenciarem uma prima para ela.
Corei, e Alex apenas sorriu, sem tirar os olhos de Maxine.
— Tudo a seu tempo, cunhado. Tudo a seu tempo.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!