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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 2

ELIZABETH WINTER

Alex ligou a água e o vapor começou a subir instantaneamente, embaçando os espelhos.

Despimo-nos e as roupas de viagem caíram no chão, esquecidas.

Entramos sob o jato de água. A temperatura estava perfeita, quente o suficiente para relaxar os músculos tensos do voo, mas não para queimar.

Alex pegou um frasco de sabonete líquido de uma marca francesa famosa. O cheiro era cítrico e amadeirado. Ele despejou uma quantidade generosa na palma da mão e começou a ensaboar meu corpo.

— Vire-se. — ele murmurou.

Obedeci, ficando de costas para ele. As mãos dele, escorregadias de sabão e água, começaram pelos meus ombros. Ele massageava com firmeza, os dedos deslizando pela minha pele molhada, desfazendo nós que eu nem sabia que tinha.

— Tão macia... — ele sussurrou no meu ouvido.

As mãos dele desceram pelas minhas costas, ensaboando até chegarem à minha cintura. Ele contornou meus quadris e bunda, as mãos grandes cobrindo minha pele, e deslizou para os meus seios.

Fechei os olhos, gemendo baixo. Ele não teve pressa. Massageou o peso deles e os polegares circularam os mamilos endurecidos.

— Alex... — Gemi quando seus dedos desceram e adentraram minha intimidade.

Ele beijou meu ombro molhado, depois virou-me de frente para ele.

Os olhos dele estavam escuros, as pupilas dilatadas. A água escorria pelo rosto dele, pelos cílios, pelos lábios.

— Sua vez. — Ele disse, entregando-me o frasco de sabonete.

Peguei o frasco. Despejei o líquido na palma da mão e comecei a lavá-lo.

Comecei pelo peito largo, espalhando a espuma pelos músculos peitorais, brincando com os pelos molhados. Subi para os ombros, tomando cuidado redobrado com o esquerdo, onde o curativo protegia o corte. Beijei o local suavemente.

— Dói?

— Nada poderia doer quando você me toca assim. — Ele respondeu com a voz rouca.

— Acho que seu "ótimo" ombro, agora é apenas "bom". — Brinquei e ele deu uma risadinha.

— Garanto que ele continua sendo ótimo. Depois vou te provar.

Assenti e continuei descendo. Lavei os braços dele, o abdômen definido que se contraiu sob meu toque. Ensaboei as costas dele, abraçando-o, sentindo sua solidez contra mim.

Recuei o rosto apenas alguns centímetros. Sem me levantar, girei um pouco o tronco e estendi as mãos sob o jato quente que caía ao meu lado. Esfreguei uma na outra, assistindo a espuma branca e perfumada se dissolver rapidamente, rodopiando em direção ao ralo até que minha pele estivesse limpa novamente. Com as palmas livres do sabonete, uni as mãos em forma de concha, capturando um pouco da água morna.

Levei a água até ele com cuidado, despejando-a suavemente sobre o comprimento da sua ereção. O líquido morno escorreu, levando embora os resquícios de espuma, deslizando pela pele tensa e pulsante dele. Assisti de camarote os músculos das coxas dele retesarem.

Repeti o movimento, concentrada. Meus dedos roçaram a base do seu membro enquanto a água fazia o trabalho de limpeza.

Ergui o olhar através dos fios molhados que grudavam na minha testa. Alex me observava lá de cima, o maxilar travado, os olhos escuros fixos em cada movimento meu, como se quisesse gravar aquela imagem na memória. Senti o peso das mãos dele no meu couro cabeludo, seus dedos longos estavam entrelaçados nas minhas mechas, mas ele não se moveu.

Não puxou minha cabeça, não tentou ditar o ritmo e nem forçou nada. Se manteve rendido, permitindo que eu cuidasse dele, que eu tivesse o controle total daquele momento.

— Limpo... — sussurrei, vendo a água escorrer límpida agora.

Passei a ponta do nariz pelo comprimento dele, sentindo o calor que irradiava de sua pele.

— Lizzy...

Sorri contra a pele dele e, sem avisar, abri a boca e o envolvi novamente. Dessa vez, não foi apenas uma lambida. Suguei com vontade, sentindo a textura e a dureza preencherem minha boca, enquanto minhas mãos subiam pelas coxas dele, apertando os músculos rígidos, tomando-o para mim.

Isso fez a paciência de Alex acabar.

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